Ministério da Economia prevê déficit de quase R$ 800 bilhões

Relatório divulgado pelo Ministério prevê déficit de quase R$ 800 bilhões nas contas do governo federal no ano de 2020.

Ministério da Economia prevê déficit de quase R$ 800 bilhões, cédulas de reais

Déficit é o maior desde 1997. - Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira (22/07), o Ministério da Economia anunciou que prevê déficit de quase R$ 800 bilhões nas contas do governo. O número está presente no relatório das arrecadações e despesas orçamentárias previstas para o ano de 2020.

O Ministério divulgou que o déficit primário de R$ 787,449 bilhões será o pior resultado desde o que se considera como série histórica do Tesouro Nacional, iniciada no ano de 1997.

O que é o déficit primário?

O déficit primário ocorre quando o governo gasta mais do que recebe ao longo do ano. As receitas do governo são obtidas por meio de impostos e outras contribuições, enquanto os gastos estão associados com os salários dos servidores, manutenção de serviços públicos, obras, repasses aos estados e demais despesas da União.

Quando o governo está em situação de déficit, isso é um mau sinal, pois quer dizer que o estado está gastando mais do que deveria ou não está conseguindo arrecadar a quantia ideal. Em 2020, ficou claro que o governo gastou mais por causa da pandemia do novo coronavírus. Por outro lado, quando o governo arrecada mais do que gasta, o nome dado é superávit. É válido dizer que as contas do déficit primário não incluem os pagamentos dos juros da dívida pública.

O cálculo feito pelo Ministério da Economia também concluiu que o PIB do Brasil sofrerá uma retração de 4,7% em 2020, um número bem diferente do que espera o mercado que prevê recessão de 6,1% e outras instituições como o FMI, que apontam para 9,1% negativos.

Governo tinha autorização para criar déficit

Para o ano de 2020, o governo tinha uma autorização de criar um déficit primário. Todavia, a pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) e a consequente crise econômica fizeram com que a meta de R$ 124,1 bilhões não fosse cumprida por uma larga margem.

Ao mesmo tempo é preciso salientar que a pandemia fez com que fosse decretado estado de calamidade em todo o país, o que fez com que o governo deixasse de ser obrigado a cumprir a meta de gasto. Mesmo assim, os números são preocupantes, pois nos próximos anos será preciso que haja um grande corte nos gastos para que o governo consiga honrar seus compromissos futuramente.

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Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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