Ministério da Saúde: parecer pede anulação de seleção com 4.117 vagas

Depois de críticas e protestos, o processo seletivo Ministério da Saúde pode ser cancelado. A solicitação veio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.

Na última quinta-feira (24), foram emitidas duas notas pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes) pedindo que o processo seletivo Ministério da Saúde fosse cancelado. A seleção oferta 4.117 vagas temporárias com lotação em hospitais da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o texto, a substituição dos atuais profissionais pode prejudicar o atendimento nas unidades médicas.

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Rio de Janeiro (Sindsprev/RJ) foi responsável por divulgar a informação. As notas contam com várias observações acerca do tempo de contrato, funcionamento do trabalho e os impactos que podem ser gerados.

Além disso, as notas serviram de resposta aos hospitais contemplados, que deixaram reclamações sobre a falta de oferta para determinadas especialidades.

Preocupações e irregularidades

O seletivo Ministério da Saúde já passou por algumas polêmicas desde que foi lançado. O Sindprev/RJ chegou a apontar irregularidades, como:

  • Ponto adicional para cada ano de experiência comprovada pelos candidatos;
  • Redirecionamento de candidatos de ampla concorrência para vagas de pessoas com deficiência
  • Aprovação do coordenador-geral de gestão de pessoas do Ministério da Saúde, Ademir Lapa, no cargo de médico, sendo que este não tem formação em Medicina.

Segundo a dirigente regional, Cristiane Gerardo, “o processo seletivo é uma fraude. É inaceitável sob todos os pontos de vista, inclusive porque excluiu 70% dos profissionais atualmente em atividade nas unidades federais de saúde”. Inclusive profissionais chegaram a protestar sobre isso. Agora, o sindicato demonstra novas preocupações em relação à seleção do Ministério da Saúde.

Além de uma possível queda no atendimento aos pacientes, também foi citado o prazo de contratação. O consultor técnico Marco Aurélio de Almeida acredita que seis meses é pouco tempo. Sendo assim, as notas divulgadas sugerem que as equipes já contratadas passem por uma manutenção ao invés de serem substituídas.

Tendo isso em vista, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) falou da dificuldade de treinar e adequar novos profissionais dentro das técnicas específicas do Instituto. O INC afirmou que há “falta de exigência de sub-especializações específicas indispensáveis à satisfação das exigências técnicas das atividades extremamente qualificadas que são desempenhadas no instituto”.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que os recursos serão recebidos e analisados no mês de outubro.

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