Mourão diz ter solicitado concursos ambientais e negou força tática

O vice-presidente informou que o projeto para concursos públicos precisa estar completo, prevendo orçamento anual e bem definido. Saiba mais!

Mourão diz ter solicitado concursos ambientais e negou força tática: fachada da Funai, em Brasília

Novos concursos podem ser autorizados para órgãos ambientais, como a Funai. - Foto: Mário Vilela / Divulgação Funai

Conforme apurações do Estadão, o governo estaria planejando contratar militares inativos para compor uma força tática contra crimes na Amazônia. Hamilton Mourão, por outro lado, negou a existência de qualquer projeto nesse sentido. Em entrevista coletiva no dia 18 de agosto de 2020, o vice-presidente disse que apenas solicitou a realização de novos concursos públicos para órgãos ambientais.

"Eu não sugeri nada [sobre o planejamento de uma força tática]. A única coisa eu fiz foi solicitar ao Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que fizesse um estudo para a gente apresentar o mais breve possível ao Conselho sobre a recuperação da capacidade operacional dos órgãos de fiscalização. E esse estudo, é um projeto, ele tem que estar completo: pessoal, material, tem que ter um orçamento bem definido anualmente para isso", destacou durante a entrevista.

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Força tática com até 150 profissionais

O governo federal, conforme apuração do Estadão, pretendia contratar militares inativos para atuação na Amazônia. O objetivo seria de criar “força tática" em Brasília, que deveria ser destinada ao combate de crimes ambientais. Esses profissionais iriam trabalhar em paralelo às funções realizadas pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

O plano, aparentemente liderado por Hamilton Mourão, já estaria em processo de estudo pela área jurídica do governo. A expectativa seria de contratar de 100 a 150 profissionais em 2021, desde que tivessem experiência na região. Entretanto, por meio de entrevista coletiva, o vice-presidente negou o projeto de força tática na Amazônia e manteve a expectativa para novos concursos públicos.

Reposição no quadro de servidores dos órgãos ambientais

Na primeira quinzena de julho de 2020, Hamilton Mourão já havia comentado sobre a possibilidade de realizar concursos públicos em órgãos ambientais do governo. A pauta estaria sendo discutida entre os próprios ministros da pasta do Meio Ambiente, com o propósito de recuperar a capacidade operacional na área de fiscalização.

Na época, o vice-presidente informou que alguns órgãos estão atualmente defasados, como:

“O Ministério do Meio Ambiente e os demais ministérios vão produzir um estudo a esse respeito, e é óbvio que só temos uma linha de ação, é solicitar uma abertura de concurso para que se possa contratar mais gente. Agora, isso tem que ser estudado junto com o Ministério da Economia”, destacou durante a 2ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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