Movimento quer renda básica de R$ 600,00 até o final do ano

Renda básica de R$ 600,00 seria, na visão do movimento Renda Básica que Queremos, essencial para milhões de pessoas.

Movimento quer renda básica de R$ 600,00 até o final do ano, cédulas e moedas de reais

Ideia é ter renda básica universal até o fim do ano para quem recebe auxílio emergencial. - Foto: Pixabay

Na segunda-feira (22/06), foi divulgado pelo movimento Renda Básica que Queremos uma campanha que tem como objetivo fazer com que o auxílio emergencial de R$ 600,00 pago pelo governo federal seja estendido até o final do ano. Ou seja, na prática, o movimento quer uma renda básica universal.

Para conseguir seu objetivo, o Renda Básica que Queremos está fazendo uma campanha nas redes sociais para que os brasileiros enviem e-mail pressionando deputados e senadores a aumentarem o prazo do auxílio emergencial até dezembro. Além disso, o movimento é contra a possível redução para R$ 300,00 das próximas parcelas como o governo federal prega como ideal.

O que é o movimento Renda Básica que Queremos?

O Renda Básica que Queremos reúne 162 organizações e movimentos de vários setores da sociedade que têm como visão que o país precisa ter uma renda básica, pelo menos, até o fim do ano. De acordo com o site do movimento, mais de 118 mil pessoas já aderiram a causa e várias mandaram e-mail para parlamentares pedindo a extensão do auxílio emergencial. Os principais alvos são Rodrigo Maia (DEM - RJ) e Davi Alcolumbre (DEM - AP), respectivamente presidentes da Câmara e do Senado.

Novas parcelas geram discussão entre políticos

Vale ressaltar que, no momento, há uma forte discussão entre Legislativo e Executivo sobre as próximas parcelas do auxílio emergencial. Inicialmente, o benefício foi criado como forma de mitigar os impactos socioeconômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e teria três parcelas.

Mas, após pressão de cidadãos e entidades, o governo decidiu pagar mais duas parcelas com o valor cortado pela metade. O problema é que, apesar do anúncio, nenhuma proposta foi enviada ao Congresso, o que gerou críticas de muitos deputados e senadores, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em um post no Twitter, Maia alertou para a urgência do pagamento. “O governo não pode esperar mais para prorrogar o auxílio. A ajuda é urgente e é agora”, afirmou o parlamentar. Portanto, a prorrogação do auxílio emergencial e até mesmo o seu valor ainda gerarão muitos debates na classe política e na sociedade como um todo.

O que é a renda básica?

A renda básica universal, também chamada de renda básica de cidadania, é uma ação na qual o governo dá dinheiro aos seus cidadãos com o objetivo de que eles tenham condições mínimas de terem acesso à alimentos e outros bens de sobrevivência.

Dentro disso há a renda básica condicional e a incondicional. A condicional é a que o governo só forneceria dinheiro à algumas pessoas, no caso, as que estão em situação de pobreza ou passando por dificuldades econômicas. Na incondicional, todos receberiam, independentemente de sua situação.

Renda básica divide opiniões

A ideia de o governo dar dinheiro ao cidadão não possui um consenso entre economistas. Alguns acreditam que a renda básica universal pode ser prejudicial para a economia provocando inflação, prejuízo ao Estado. Todavia, outros especialistas apontam que a renda básica faz com que a economia gire, diminua a desigualdade social e melhore a qualidade de vida das pessoas.

Mais um argumento utilizado por muitos economistas é o de que grande parte do dinheiro retornaria como imposto para o governo. Como a pessoa gastaria com alimentos e roupas, por exemplo, a porcentagem de impostos nesses produtos e na cadeia de produção deles voltariam para os cofres públicos.

O assunto é muito complexo e tem resultados diferentes ao redor do mundo. Desde 1982, o estado do Alasca, nos Estados Unidos, possui renda básica e não há sinais de que será retirada. Já a Finlândia testou a ideia por dois anos, porém resolveu suspender com a alegação de que houve resultados ambíguos. Segundo o governo, a qualidade de vida das pessoas aumentou, mas os impactos econômicos foram menores do que se esperava.

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