Nem todos os atendidos pelo auxílio vão receber o novo Bolsa Família

O novo Bolsa Família terá o objetivo de amparar os brasileiros de baixa renda em agosto, mas nem todos os beneficiários do auxílio emergencial serão atendidos.

Com o fim do auxílio emergencial em 2021, o governo pretende reforçar o Bolsa Família para atender mais unidades familiares de baixa renda. As mudanças no programa, por outro lado, não deverão ser destinadas para todos os trabalhadores informais que estão sendo atendidos pelo auxílio emergencial.

Isso porque, conforme informações preliminares, a ideia será de destinar o novo Bolsa Família para os brasileiros em situação economicamente mais vulnerável.

O governo, em 2020, já havia levantado a possibilidade de incluir mais 300 mil unidades familiares no programa Bolsa Família. Esse quantitativo poderá aumentar após as discussões sobre as novas mudanças, mas é possível que permaneça insuficiente.

Até porque, de acordo com dados recentes, cerca de 30 milhões de trabalhadores informais foram contemplados com o auxílio emergencial.

Previsões para o novo Bolsa Família, que poderá ser lançado em agosto

No final de abril de 2021, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou a possibilidade de aumentar as parcelas médias a partir de agosto ou setembro. A ideia é de arredondar o valor do Bolsa Família para R$ 250 após o fim da nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial. Atualmente, as unidades familiares recebem cerca de R$ 192 mensais por benefício instituído pelo Bolsa Família.

"Hoje, a média é R$ 192. O auxílio emergencial tá R$ 250, é pouco, mas é muito maior que a média do Bolsa Família, que a gente pretende passar para R$ 250 agora em agosto, setembro", afirmou Bolsonaro em conversa com os seus apoiadores. Vale lembrar que o ministro da Cidadania, João Roma, já havia informado que o novo Bolsa Família deve ser anunciado neste mês de agosto de 2021.

A reformulação do programa começou a ser discutida no ano passado, sendo inicialmente anunciada pelo antigo gestor da pasta, Onyx Lorenzoni. Na época, foi levantada a hipótese de atender 20 milhões de unidades familiares. O projeto ainda poderá estabelecer o cruzamento de dados, com o objetivo de fazer com que brasileiros em idade de trabalhar encontrem oportunidades de emprego.

"Estamos, sim, estudando uma reestruturação do programa para que, já no mês de agosto, após a última parcela do auxílio, beneficiários do Bolsa Família possam encontrar um programa mais robusto. Que possa, de fato, servir como um caminho intermediário na saída do auxílio para retomada, inclusive, do crescimento econômico brasileiro e avançar com essa rede de proteção", comunicou João Roma.

Confira, abaixo, algumas mudanças que poderão ser implementadas no novo Bolsa Família, que poderá ser lançado em agosto de 2021:

  • Microcrédito digital produtivo para os beneficiários, desde que eles sejam micro ou pequenos empreendedores;
  • Aumento no valor das parcelas médias (de R$ 192 para R$ 250, conforme hipótese levantada pelo presidente Jair Bolsonaro);
  • Inclusão de mais 300 mil cadastros no programa. Nos dias atuais, existem mais de um milhão de famílias que aguardam na lista de espera;
  • Prêmio anual de R$ 200 para os estudantes com bom desempenho escolar;
  • Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para alunos com bom desempenho no setor de ciência e tecnologia;
  • Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para alunos que se destacarem em atividades esportivas;
  • Auxílio-creche mensal de até R$ 200 para as mães que recebem os benefícios do programa Bolsa Família.

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