No programa Casa Verde e Amarela, 215,8 mil obras serão paralisadas

Do total de obras paralisadas no programa Casa Verde e Amarela, 86,4 mil ficam na Região Nordeste. Isso aconteceu devido aos cortes orçamentários de 2021.

Obras paralisadas no programa Casa Verde e Amarela: logo do programa Casa Verde e Amarela em fundo branco

Cerca de 86,4 mil estão localizadas na região Nordeste, enquanto outras 39,3 mil ficam no Norte. - Foto: Reprodução/Governo Federal

O programa Casa Verde e Amarela, que substituiu o “Minha Casa Minha Vida”, deverá interromper 215,8 mil obras devido aos cortes orçamentários de 2021. Cerca de 86,4 mil estão localizadas na região Nordeste, enquanto outras 39,3 mil ficam no Norte.

Inicialmente elaborados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), os dados foram obtidos após levantamento da Câmara Brasileira de Indústria da Construção (Cbic).

A paralisação das obras aconteceu em razão do veto presidencial de R$ 1,5 bilhão, que seria destinado para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Esse, por sua vez, geralmente é responsável pela administração da verba do Casa Verde e Amarela.

O FAR visa financiar obras da faixa ‘1’, ou seja, construções destinadas para as famílias de baixa renda que possuem vencimentos de até R$ 1,8 mil por mês.

Iniciativa privada no Programa Casa Verde e Amarela

Vale lembrar que, no dia 19 de abril de 2021, o governo federal incluiu o programa nos estudos para a participação da iniciativa privada. O Casa Verde e Amarela fará parte do PPI (Parcerias e Investimento), conforme decreto publicado no Diário Oficial da União.

Com isso, o objetivo é de financiar os procedimentos associados com o “aluguel social”. Conforme a Secretaria-Geral da Presidência, a ideia será de providenciar estudos para identificar novos modelos de financiamento.

"Serão realizados estudos coordenados pela Secretaria Especial do PPI, a fim de se encontrarem novos modelos de execução da política de habitação com foco na participação da iniciativa privada", informou em comunicado para a Reuters.

Os estudos vão ser amparados pelo Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP).

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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