Novas regras do auxílio emergencial excluem 6 milhões de pessoas

Com mudanças, 6 milhões de brasileiros deixarão de receber os valores integrais do auxílio emergencial e gerarão economia aos cofres públicos.

Com a prorrogação do auxílio emergencial, as parcelas de cada pagamento irão cair de R$ 600,00 para R$ 300,00. Para isso, o governo estabeleceu novas medidas que acabaram impedindo que muitos inscritos recebam o dinheiro. As novas regras do auxílio emergencial excluem 6 milhões de pessoas, algo em torno de 10% de todos os beneficiários.

De acordo com o governo, o corte no auxílio emergencial trará aos cofres públicos uma economia de cerca de R$ 5,7 bilhões por mês. Portanto, ao final do ano, espera-se que serão poupados R$ 22,8 bilhões.

Segundo a Medida Provisória 1.000/20, que trata sobre a prorrogação de R$ 300,00, “o auxílio emergencial residual será devido até 31 de dezembro de 2020, independentemente do número de parcelas recebidas”.

Com isso, quem começou a receber somente no mês de julho, receberá bem menos do que uma pessoa que passou a ganhar ainda no mês de abril. Portanto, somente os beneficiários do ciclo 1 receberão todas as parcelas. Veja quantas parcelas você irá receber em nossa matéria.

Outras mudanças

Além da quantidade de pagamentos ser diferente de acordo com o grupo de beneficiários, o auxílio emergencial terá algumas regras modificadas. Ao todo, são onze mudanças presentes na Medida Provisória 1.000/20. Ou seja, nem todo mundo que ganhou os R$ 600,00, receberá os R$ 300,00.

Fim do auxílio emergencial preocupa

O cenário também é preocupante para 2021. Com o fim do auxílio emergencial, 13 milhões de brasileiros serão empurrados para as classes D e E. Uma das alternativas do governo federal, para evitar que isso ocorresse, era a criação do Renda Brasil, programa de transferência de renda que substituiria o Bolsa Família.

No entanto, o presidente anunciou que o programa foi canelado e que o Bolsa Família seria mantido até o fim do seu mandato. Além disso, em uma nova mudança, o presidente Jair Bolsonaro deu ordens para a criação de um novo programa social nos mesmos moldes do Renda Brasil. A tarefa ficou a cargo do deputado Márcio Bittar (MDB - AC).

Pagamento da sexta parcela

Enquanto se discute o que fazer em 2021, o governo federal começou, nesta quinta-feira (17/09), o pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial. A lógica continuará sendo a mesma aplicada nos pagamentos anteriores: os repasses serão realizados conforme o final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários.

Vale ressaltar que o prazo de movimentação do benefício aumentou. Com a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), os valores do auxílio emergencial poderão ser movimentados em até 180 dias, sendo que antes, o período era de três meses. Se o dinheiro ficasse parado, o governo federal poderia tomar as parcelas de volta.

Compartilhe

Especial Concurso BB

Veja mais »