Novo auxílio emergencial pode elevar PIB em 2021, diz relatório

As novas parcelas do auxílio emergencial, durante o primeiro trimestre de 2021, devem ocasionar no aumento do consumo em 0,4%. PIB pode subir para 3,8%.

PIB com novo auxílio emergencial

O ministro Paulo Guedes afirmou que a intenção é de aprovar parcelas médias de R$ 250. - Foto: Reprodução/Governo Federal

Apesar do contexto de pandemia, as novas parcelas do auxílio emergencial podem amparar a crise econômica no país. Um relatório da Oxford Economics prevê que a prorrogação do benefício tenderá a impulsionar o crescimento em 0,2 ponto percentual. Isso resultaria em saldo positivo para a economia brasileira (em torno de 3,8% em 2021).

Vale lembrar que o PIB do ano passado encolheu em 4,1%. No entanto, a porcentagem poderia ter sido ainda pior se o governo não tivesse destinado R$ 300 bilhões para o auxílio emergencial. As projeções da Oxford Economics ainda ressaltam que as novas parcelas, durante o primeiro trimestre, devem aumentar o consumo em 0,4%. O percentual pode ir para 0,8% a partir do segundo trimestre.

Previsão para o auxílio emergencial de 2021

A equipe do governo brasileiro não pretendia manter o auxílio emergencial em 2021. No entanto, as crises econômicas do país expuseram a necessidade de prorrogar o programa para mais pagamentos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a intenção é de aprovar parcelas médias de R$ 250. Elas serão financiadas com os R$ 44 bilhões previstos na PEC Emergencial.

"Esse é um valor médio [R$ 250], porque, se for uma família monoparental, dirigida por uma mulher, aí já é R$ 375. Se tiver um homem sozinho, já é R$ 175. Se for o casal, os dois, aí já são R$ 250. Isso é o Ministério da Cidadania, nós só fornecemos os parâmetros básicos, mas a decisão da amplitude é com o Ministério da Cidadania", explicou Guedes na última segunda-feira (08/03).

Segundo o ministro, o valor do auxílio emergencial 2021 deverá variar com base nas composições familiares dos beneficiários. A PEC 186/2019, que indica a prorrogação do benefício, já recebeu parecer favorável do Senado. Atualmente, ela está sendo deliberada em segundo turno pela Câmara dos Deputados. Arthur Lira, presidente da Casa, disse que o propósito é de conceder quatro parcelas até junho de 2021.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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