Número de depósitos na poupança supera saques e bate recorde em junho

Banco Central revelou que o número de depósitos na poupança supera saques. Diferença foi a maior para o mês de junho desde 1995.

Número de depósitos na poupança supera saques e bate recorde em junho, cofre em formato de porco

Diferença foi de cerca de R$ 20,5 bilhões. - Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira (06/07), o Banco Central (BC) divulgou os resultados sobre a caderneta de poupança no mês de junho de 2020. De acordo com o BC, o número de depósitos na poupança superou o de saques em R$ 20,5 bilhões. Desde que a instituição começou a analisar esse tipo de dado, em 1995, nunca o mês de junho tinha tido uma diferença tão grande a favor dos depósitos.

Acredita-se que a disponibilidade dos R$ 600,00 do auxílio emergencial e também do saque emergencial do FGTS de R$ 1.045,00 podem ter contribuído para que o volume de dinheiro na poupança tenha aumentado. O BC não chegou a divulgar o quanto do dinheiro que foi depositado faz parte dos benefícios.

Crise trás aversão ao risco

Geralmente, em tempos de crises financeiras como a que está em vigor devido ao novo coronavírus (COVID-19), as pessoas tendem a reduzir os seus gastos e se tornam mais conservadoras em relação às compras e até mesmo aos investimentos.

Sendo assim, pelo fato da poupança ser considerada um investimento seguro, muitos ignoram sua baixa rentabilidade com receio de colocar o dinheiro em opções de renda variável ou de renda fixa que necessitam de prazo de carência.

Muitos que estavam se preparando para fazer compras de alto valor também desistiram de fazer e não retiraram o seu dinheiro. Por isso, conforme o próprio Banco Central, junho foi o quarto mês seguido a ter mais depósitos na poupança do que retiradas, coincidindo justamente com o início da pandemia aqui no Brasil.

Não se pode esquecer que a Bolsa de Valores ainda é vista com muita desconfiança por milhões de brasileiros. O índice Bovespa sofreu uma grande queda no início da crise, no mês de março. Apesar de ter recuperado uma parte das perdas, as ações e outros títulos não voltaram ao patamar pré-crise.

Queda da Selic não foi problema

Outro ponto que vale ser destacado é que apesar da queda da taxa Selic, a poupança é vista por muitos brasileiros como uma espécie de porto seguro. Recentemente, o Copom anunciou um corte de 3% para 2,25% da Selic.

Vale lembrar que o rendimento da poupança está atrelado a taxa Selic. Isso quer dizer que se a Selic cai, a poupança passa a render menos. O Concursos no Brasil tem uma matéria que pode te ajudar caso você queira saber mais sobre como a queda da taxa Selic pode afetar seu cotidiano ou mesmo os seus investimentos como a própria poupança e o CDI.

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