Pacheco defende novo programa de renda para atender mais pessoas

“Precisamos pensar em um programa para melhorar ou substituir o Bolsa Família com um valor maior”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defendeu a criação de um novo programa permanente para atender mais pessoas de baixa renda. Nesta terça-feira (25/05), o chefe da Casa também defendeu que as parcelas tenham valores mais consideráveis, tendo em vista o contexto de crise econômica. Outra possibilidade, para Pacheco, seria de reestruturar o próprio programa Bolsa Família.

“Precisaremos estabelecer a discussão e a implantação efetiva de um programa social que incremente ou substitua, como se queira, o Bolsa Família, atingindo o maior número de pessoas realmente necessitadas e que possa eventualmente ter um valor um tanto mais acrescido”, afirmou durante evento BTG Pactual Brasil CEO Conference.

Além do mais, Pacheco também disse que o Congresso deverá analisar uma possível prorrogação do auxílio emergencial em 2021. A ideia seria de aprovar mais uma ou duas parcelas, dependendo do que for deliberado pelos parlamentares. Atualmente, o benefício conta com quatro parcelas previstas na medida provisória de nº 1.039. Os valores dependem da composição familiar dos beneficiários.

“Cabe a nós identificarmos se os quatro meses do auxílio este ano serão suficientes, ou se teremos que prorrogar por um ou dois meses. Independentemente disso, precisamos pensar em um programa para melhorar ou substituir o Bolsa Família com um valor maior. Em um país com tantos recursos, com certeza encontraremos uma solução”, afirmou o presidente do Senado durante o mesmo evento.

Novo Bolsa Família será uma realidade ainda em 2021?

O ministro da Cidadania, João Roma, já afirmou que o governo está estudando maneiras de implementar um novo Bolsa Família em 2021. A meta seria de elevar o valor médio das parcelas, bem como inserir mais unidades familiares na base de dados. Conforme o ministro, a reformulação do Bolsa Família poderá ser lançada após o fim da concessão do auxílio emergencial. Ou seja, a partir do mês de agosto.

"Estamos, sim, estudando uma reestruturação do programa para que, já no mês de agosto, após a última parcela do auxílio, beneficiários do Bolsa Família possam encontrar um programa mais robusto. Que possa, de fato, servir como um caminho intermediário na saída do auxílio para retomada, inclusive, do crescimento econômico brasileiro e avançar com essa rede de proteção", disse em ocasiões passadas.

Vale lembrar que o próprio presidente Jair Bolsonaro mencionou que as parcelas do Bolsa Família deverão ser modificadas. De acordo com ele, o benefício médio do programa poderá ser definido no valor de R$ 250. As unidades familiares recebem, atualmente, cerca de R$ 192 por parcela. Confira outras mudanças que já foram sugeridas até então:

  • Inclusão de mais unidades familiares na base de dados do programa. Atualmente, cerca de um milhão de famílias estão na lista de espera e aguardam parecer do governo;
  • Auxílio-creche mensal de R$ 52 por criança;
  • Prêmio anual de R$ 200 para estudantes com os melhores desempenhos escolares;
  • Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para os estudantes que se destacarem nas áreas esportivas e de C&T (Ciência e Tecnologia);
  • Auxílio-creche mensal de R$ 200 para as mães que recebem benefícios pelo programa Bolsa Família.

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