Pandemia: crise de empregos está ficando pior que a de 2008, diz OCDE

A taxa de desemprego nos países membros da OCDE pode alcançar o percentual de 9,4%. Confira mais detalhes sobre o relatório da organização!

Crise de empregos está ficando pior que a de 2008: enquadramento fechado no secretário geral José Ángel Gurría

O economista José Ángel Gurría (imagem) é o secretário geral da OCDE. - Foto: Sebastian Derungs/World Economic Forum

De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira, dia 07 de julho, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que a crise de empregos no cenário atual está ficando pior do que a de 2008. Jovens, mulheres e trabalhadores com baixos rendimentos são os principais alvos dos efeitos ocasionados pela pandemia do novo coronavírus.

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Crise de empregos na pandemia: cenário é pior do que o de 2008

De acordo com os estudos, mesmo em projeções otimistas, a taxa de desemprego no conjunto de países da OCDE* pode alcançar o percentual de 9,4% no quarto trimestre de 2020.

Essa estimativa tende a superar quaisquer picos desde a crise financeira de 2008. "Espera-se que a parcela de pessoas no trabalho ainda esteja abaixo dos níveis pré-crise, mesmo no final de 2021", a organização destacou.

Em junho, a OCDE especulou uma recessão mundial de 6% para 2020 caso a pandemia permaneça sob controle. Uma segunda onda de infectados, por outro lado, tende a ocasionar retração de 7,6% na economia dos países.

"A pandemia da COVID-19 provocou a recessão econômica mais grave em quase um século e está a originar enormes prejuízos para a saúde, o emprego e o bem-estar das pessoas", destaca o relatório do mês passado.

*Países membros da OCDE: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Coréia, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Letônia, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Peru, Polônia, Portugal e Reino Unido.

Projeções para o Brasil, conforme relatório de junho

Com base nas estimativas divulgadas em junho, a OCDE estima que o Brasil possa encolher 7,4% em 2020 e crescer 4,2% em 2021. As perspectivas econômicas são relativamente boas, considerando o contexto e a crise em parâmetros mundiais.

No entanto, em caso de uma segunda onda de surtos no país, é possível que ocorra uma contração de até 9,1% ainda em 2020 e crescimento de apenas 2,4% no próximo ano.

"À medida que as medidas de bloqueio são facilitadas e a atividade recomeça, a economia deverá recuperar lenta e parcialmente, mas alguns empregos e empresas não serão capazes de sobreviver. O desemprego atingirá máximos históricos antes de recuar gradualmente", destacou a OCDE.

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