Para Maia, salários de servidores devem ser congelados por dois anos

Durante videoconferência, o presidente da Câmara afirmou que dependendo da proposta do governo, salários de servidores devem ser congelados por dois anos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM - RJ), disse, durante uma videoconferência de debate sobre a COVID-19, que acredita que os salários de servidores devem ser congelados por dois anos caso o governo encaminhe uma proposta sobre o assunto para o Legislativo.

Esta seria uma das medidas para auxiliar no equilíbrio fiscal que será necessário ser imposto ao país devido à crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus. Recentemente, o FMI previu uma queda de mais de 5% do PIB do país, uma das maiores de toda a história do Brasil.

Segundo Maia, a proposta precisa levar em conta os Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) como se fossem um pacote completo. Entretanto, ele também afirmou que apesar de necessária, no momento a discussão sobre cortes nos salários seria uma espécie de demagogia e que haverá um outro momento para se abordar o tema.

Para a Agência Câmara de Notícias, ele afirmou que: “se o governo encaminhar a proposta, é óbvio que vamos votar, mas precisa ser combinado. Se o governo apresentar o congelamento [de salários por dois anos], a minha posição vai ser de convergência, mas é preciso que o Executivo encaminhe a proposta para trabalhar junto às bancadas”.

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Retomada da economia

Outro ponto abordado foi justamente a crise econômica e a esperada reabertura do comércio. Sobre o assunto, Maia comentou que não cabe ao Legislativo o papel de abrir ou fechar estabelecimentos.

Em seguida, ele aproveitou o espaço para voltar a defender a política de isolamento social que vem sendo recomendada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seguida pela maior parte dos governadores e prefeitos do país. 

“Essa angústia é a de todos nós e do setor produtivo também e nos pressiona para uma decisão que parecer ser mais fácil, mas se fizer errado, o caos vai ser muito maior. Muitos estados estão abrindo leitos, mas, como a velocidade do vírus é muito grande, a possibilidade do colapso é muito grande. Não cabe ao Congresso decidir sobe o isolamento ou não, cabe é respeitar a OMS e o Ministério da Saúde”, disse Maia à Agência Câmara de Notícias.

Por fim, ele afirmou que é preciso uma união entre os Três Poderes e a sociedade para que haja um diálogo construtivo e que colabore para solucionar a crise.

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