Parlamentares voltam a pedir auxílio emergencial no valor de R$ 600

Deputados protocolaram propostas pedindo aumento no valor de auxílio emergencial 2021 para R$ 600 para que brasileiros tenham condição de sobreviver à crise.

auxílio emergencial: a imagem mostra o congresso nacional visto da lateral direita com bandeira do brasil hasteada

Para as propostas valerem, precisam ser votadas junto com a MP. - Foto: Wikimedia Commons

Depois que o presidente Jair Bolsonaro entregou a medida provisória (MP) que rege o auxílio emergencial 2021, novas propostas surgiram no Congresso Nacional. Vários parlamentares formalizaram projetos que visam o aumento das novas parcelas para R$ 600. A rodada de pagamentos deste ano prevê depósitos em valores variáveis de até R$ 375.

Um dos autores das propostas é o deputado José Nelto (Podemos - GO), que explicou a importância do benefício para ajudar as pessoas a terem condições de sobreviver durante a crise. "O auxílio emergencial é o meio que a continuidade dos pagamentos vai favorecer as medidas de lockdown necessárias neste momento para evitar mais mortes em decorrência da COVID-19", pontuou.

Segundo ele, as parcelas são uma forma de manter as pessoas em casa, sem que essas passem por dificuldade de se alimentar. Com esses brasileiros tendo a possibilidade de participar do isolamento social, o deputado acredita que mais contaminações seriam evitadas. Os deputados Elias Vaz (PSB - GO) e José Guimarães (PT - CE) também protocolaram projetos para o aumento do auxílio emergencial 2021 para R$ 600, como foi pago em 2020.

Presidentes da Câmara e do Senado querem deixar a MP caducar

A MP vigente, de n° 1.039, define que os brasileiros com renda prejudicada por causa da pandemia de COVID-19 contarão com o dinheiro por quatro meses. Serão pagos R$ 150 para beneficiários que moram sozinhos, R$ 375 para mães solteiras chefes de família e R$ 250 para os demais. Dessa forma, serão desembolsados R$ 42,5 bilhões para ajudar cerca de 45 milhões de pessoas.

De acordo com apurações do Portal R7, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e o Palácio do Planalto estão se preparando para deixar o texto caducar. Ou seja, a MP do auxílio emergencial pode ficar parada até expirar para não ser votada e alterada com as emendas propostas. Sendo assim, o valor do benefício não poderá ser mudado.

Outro fator que pesa é o teto de gastos estabelecido para os pagamentos. Caso, a medida provisória passe por votação, é possível que o valor máximo do orçamento previsto na PEC Emergencial sofra alteração. O governo autorizou R$ 44 bilhões para serem usados nas parcelas e, se o valor do benefício aumentar, deverão ser feitos cortes em outras áreas para encaixar o montante extra.

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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