Paulo Guedes pede desculpa por chamar servidores de "parasitas"

Após discurso em que compara servidores públicos a parasitas, o Ministro da Economia pede desculpa e diz que suas palavras foram tiradas de contexto.

paulo guedes ministro

Na última sexta-feira (7), o seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, foi palco do discurso em que Paulo Guedes comparou servidores públicos a parasitas. Em sua palestra, o Ministro da Economia afirmou que o funcionário público “tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo e o cara virou um parasita. O dinheiro não chega ao povo e ele quer aumento automático. Não dá mais”, fazendo com que não haja dinheiro para o governo arcar com despesas necessárias como saúde e educação, por exemplo.

Ele explicou que, em seu ponto de vista, os reajustes salariais anuais poderiam ser mais bem utilizados em prol da população no formato de benfeitorias. Mas que isso não acontece porque “o governo está quebrado e gasta 90% da receita com salários”. Contudo, a parte em que Paulo Guedes compara servidores públicos a parasitas não foi bem vista e causou polêmica durante todo final de semana.

Assim, em mensagens enviadas pelo WhatsApp do Ministro para jornalistas e amigos, na manhã desta segunda-feira (10), ele pediu desculpas e declarou ter usado o termo “parasita” para falar de casos extremos de alguns estados e municípios. "Eu me expressei muito mal e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos, mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa ter ofendido".

Na retratação, o ministro também se defendeu e disse que suas palavras foram tiradas de contexto. "Eu não falava de pessoas, e sim do risco de termos um Estado parasitário. Aparelhado politicamente. Financeiramente inviável. O erro é sistêmico, e não é culpa das pessoas que cumprem os seus deveres profissionais, como é o caso da enorme maioria dos servidores públicos", afirmou.

Por fim, Guedes disse que essas políticas antigas de reajuste usam os impostos para manter o Estado e acabam não servindo a população. Ainda destacou que defende que uma reforma administrativa corrija distorções futuras sem atingir os atuais funcionários públicos.

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

Compartilhe

Especial Auxílio Emergencial

Veja mais »