Paulo Guedes defende congelamento do salário de servidores

Segundo o ministro da Economia, congelar o salário dos servidores é a única saída para financiar o auxílio emergencial, pois renderia R$ 150 bilhões.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a comentar sobre as medidas de ajuste fiscal presentes na PEC Emergencial. A proposta prevê uma série de contrapartidas para financiar as novas parcelas do auxílio emergencial, entre elas o congelamento do salário de servidores públicos. De acordo com Guedes, esta foi a única compensação sugerida pela equipe econômica.

“A única contrapartida que pedimos foi essa. Sabe quanto seria isso [para os cofres públicos]? Um total de R$ 150 bilhões. Ficar sem aumento o ano passado e este. Para onde foram esses R$ 150 bilhões? Estados, municípios, hospitais públicos e hospitais universitários”, disse. O ministro acredita que aprovar a PEC do auxílio emergencial sem as medidas seria "caótico para o Brasil".

“Os juros começam a subir, acaba o crescimento econômico, começa a confusão de endividamento em bola de neve, confiança dos investidores desaparece, interrompe geração de emprego e renda, aumenta o desemprego”, alertou.

Em 2020, com o estouro da pandemia de coronavírus, o governo federal se viu obrigado a conter despesas para combater a crise de saúde. Assim foi decretado um Orçamento de Guerra para ajudar hospitais em todo o país e também beneficiar brasileiros desempregados, autônomos e microempreendedores que perderam suas rendas com o isolamento social.

Agora, o governo quer buscar novas formas para renovar o auxílio emergencial sem furar o teto de gastos. “Toma aqui o dinheiro da saúde, mas isso exige um sacrifício: Vamos ficar sem aumento de salário durante um ano? É uma contribuição do funcionalismo, porque no setor privado milhões de pessoas iam perder o emprego”, pontuou Guedes.

PEC do auxílio emergencial deve ser votada nesta semana

Além do congelamento do salário de servidores, a proposta prevê uma série de contrapartidas para o retorno do auxílio emergencial em quatro parcelas. O valor proposto é menor que em 2020, sendo de apenas R$ 250, começando em março e terminando os pagamentos em junho de 2021. Além disso, a previsão é de que o público atendido seja menor, caindo de 67 milhões em 2020 para 47 milhões neste ano.

Uma das sugestões presentes no texto para conseguir controlar os gastos é acabar com o investimento mínimo na saúde e na educação. Este ponto causou muita polêmica e foi altamente criticado por parlamentares, o que culminou no adiamento da votação no Senado. A PEC do auxílio emergencial já tem nova data para ser votada, nesta quarta-feira (03/03).

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