Paulo Guedes pretende cortar impostos e reduzir direitos trabalhistas

Guedes afirmou que direitos precisariam ser reduzidos. Foi cogitado um imposto sob transferência digital para compensar outros cortes tributários.

Paulo Guedes pretende cortar impostos e reduzir direitos trabalhistas, Paulo Guedes em reunião

Em reunião com empresário, Ministro propôs cortar impostos e reduzir direitos. - Foto: Anderson Riedel/ Palácio do Planalto

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, tem como objetivo realizar uma redução de encargos trabalhistas e ao mesmo tempo cortar alguns direitos do trabalhador. As ações seriam para mitigar a crise econômica provocada pelo coronavírus, já que previsões do governo estimam que o PIB cairá 4,7%.

As novas ideias de Guedes foram apresentadas durante uma reunião, na terça-feira (19/05), com empresários. De acordo com o Ministro, cortar impostos relacionados a novas contratações favorece o empregador.

Além disso, o Ministro da Economia vê na redução dos direitos trabalhistas uma chave para diminuir o desemprego. Por ser uma medida considerada impopular, Guedes pediu o apoio dos presentes na reunião. “Temos de ter coragem de lançar esse sistema alternativo, com menos interferência sindical, com menos legislação trabalhista”, afirmou em dado momento.

Anteriormente, o governo tentou implementar uma nova forma de contratação por meio de uma Medida Provisória (MP) que ficou conhecida como Carteira de Trabalho Verde e Amarela. A MP previa que trabalhadores jovens teriam direitos reduzidos. A justificativa era a de se criar novos empregos e fazer a economia crescer.

Vale lembrar que apesar de ter sido aprovada na Câmara dos Deputados, a MP da Carteira de Trabalho Verde e Amarela não passou pelo Senado. Na casa, ela nem foi apreciada e perdeu a sua validade.

Imposto para transferências digitais

Ao explicar sobre a redução de impostos e cortes de direito, o Ministro aproveitou para informar que está pensando em um imposto para repor o dinheiro. No caso, a ideia seria cobrar uma taxa em sob pagamentos, mais precisamente, transferências digitais. A medida se assemelha bastante a CPMF, imposto extinto anos atrás.

Guedes afirmou que apesar de parecer com a CPMF, a ideia não tem nada a ver. Todavia, ele não deu mais detalhes sobre como o novo imposto funcionaria. Também não foi informado quando a proposta poderia ser enviada ao Congresso.

Por fim, Paulo Guedes avisou que novas linhas de crédito serão criadas e que haverá mudanças em setores como o de petróleo e gás para poder melhorar a economia. 

Polêmicas em reunião

Recentemente, Paulo Guedes deu uma declaração polêmica sobre o Banco do Brasil. Durante o vídeo da reunião do dia 22 de abril, denunciada por Sérgio Moro como prova de que Bolsonaro teria cometido crime, Guedes aponta que o banco deveria ser vendido. Para reafirmar sua posição de venda, ele ainda profere um palavrão.

Na reunião, ainda é dito por Guedes que empresas pequenas trarão prejuízo ao governo federal por causa da crise, ao contrário das grandes empresas.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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