Pedidos de seguro-desemprego sobem 53% em maio

Crise econômica provocada pelo coronavírus fez pedidos de seguro-desemprego dispararem.

Pedidos de seguro-desemprego, Carteira de Trabalho

Governo registra crescimento de 53% em pedidos de seguro-desemprego. - Foto: Wikimedia Commons

O governo divulgou que os pedidos de seguro-desemprego subiram 53% no mês de maio. A informação foi dada por meio da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, nesta terça-feira (09/06).

Ao todo, foram protocolados 960,2 mil pedidos. Em abril, o número era de 627,7 mil. Sendo assim, desde a segunda quinzena de março, quando a pandemia do novo coronavírus começou a afetar o Brasil em larga escala, os registros chegam a 1,94 milhão.

Conforme os dados divulgados, os três estados mais populosos do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, foram os que mais tiveram pedidos protocolados.

Se contarmos os registros feitos desde o começo do ano, o número é muito maior. Conforme divulgado pelo Ministério da Economia, de janeiro a maio foram feitos 3.297.396 pedidos de seguro-desemprego. No mesmo período do ano passado foram registrados cerca de 2,9 milhões. O aumento é de 12,4%.

Como fazer o pedido de seguro-desemprego

O trabalhador que foi demitido sem justa causa pode fazer o seu pedido de seguro-desemprego por dois métodos: o primeiro é acessando o site do governo federal dedicado ao tema. A segunda opção é utilizando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital que está disponível para smartphones com sistema Android ou iOS.

Independentemente da forma que o cidadão optar, é preciso ficar atento aos prazos para pedir o seguro-desemprego. O trabalhador tem entre sete e 120 dias para solicitar o benefício após a formalização da sua demissão. Caso ele perca o prazo, não será possível receber o dinheiro.

Se o trabalhador tiver qualquer dúvida em relação ao seu pedido do seguro-desemprego, basta ligar para o telefone 158 (Alô Trabalho).

Mercado prevê queda do PIB em 6,25%

O aumento dos pedidos de seguro-desemprego refletirá no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no final de ano. O mercado financeiro prevê uma queda de 6,25% da produção anual do país. O anúncio foi feito pelo Boletim Focus, publicação semanal divulgada pelo Banco Central (BC).

O governo prevê uma retração menor. No dia 13 de maio, o Ministério da Economia anunciou que a queda do PIB seria de 4,7%. Independentemente da estimativa, a justificativa para a redução seria a pandemia do novo coronavírus.

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Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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