Pesquisa mostra que endividamento de famílias é recorde na pandemia

A CNC faz levantamentos mensais sobre o endividamento de famílias e a pesquisa de junho mostrou que os dados na pandemia superam os da crise de 2014.

endividamento de famílias: notas de 5, 10, 20 e 50 reais lado a lado fazendo uma escadinha

Mais de 11% não têm condições de sanar as dívidas. - Foto: Concursos no Brasil

No dia 18 de junho, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) publicou um levantamento sobre o endividamento de famílias na pandemia. A verificação revelou que o percentual alcançou um novo recorde histórico neste mês: 67,1% têm contas em aberto. O número supera os registros da crise de 2014.

Todo mês a CNC realiza essa Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) com cerca de 18 mil consumidores. Dessa vez foi observado o impacto do isolamento social nas contas em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal ou prestação de carro e seguro. A proporção de famílias endividadas é a maior das já observadas pela Peic desde janeiro 2010.

A pesquisa ainda traz outros dados como o percentual de dívidas ou contas em atraso que chegou a 25,4% dos entrevistados. Esse número também é recorde desde dezembro de 2017 e demonstra o crescimento de 1,8 percentual em relação ao mesmo período de 2019. Do grupo que participou da pesquisa, 11,6% disseram que não terão condições de pagar as contas.

Veja a comparação com os meses anteriores:

O levantamento também mostra que o endividamento de famílias na pandemia subiu de 67,4% em maio para 68,2% em junho entre aquelas que possuem renda de até dez salários mínimos. Em contra partida, as famílias que recebem acima de dez salários mínimos (R$ 10.450) o número caiu de 61,3% para 60,7% nos mesmos meses.

Entre as pessoas que têm contas em aberto, declararam que:

  • Estão muito endividados: 16,1%;
  • Estão mais ou menos endividados: 24,5%;
  • Estão pouco endividados: 26,5%;
  • Não acumulam dívidas dos tipos citados 32,6%.

Em compensação, entre as famílias endividadas, a proporção das que afirmam ter mais da metade de sua renda mensal comprometida diminuiu. O número foi de 22,4% em maio para 21,7% em junho, bastante próximo do mesmo período em 2019 quando chegou a 21,1%. Por fim, a pesquisa mostrou que o maior causador do endividamento das famílias, apontado por 76,1% dos entrevistados, é o cartão de crédito.

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