PIB pode cair até 10% no 2º trimestre e ocasionar recessão no Brasil

Recessão técnica ocorre quando as atividades econômicas recuam por dois trimestres consecutivos. Confira, em nossa matéria, as projeções da pasta de Economia.

PIB pode cair até 10% no 2º trimestre e ocasionar recessão no Brasil: fachada do Ministério da Economia

O resultado oficial do PIB do 2º trimestre será liberado pelo IBGE no dia 1º de setembro de 2020. - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou queda de 1,5% ao longo dos primeiros três meses de 2020. Entretanto, o tombo pode ser ainda maior entre abril e junho do mesmo ano. Isso porque os cálculos da Secretaria da Política Econômica, divulgados nesta terça-feira (18/08), indicam uma contração entre 8% e 10%.

Se a estimativa se tornar realidade, o Brasil poderá entrar oficialmente no que é chamado de “recessão técnica”. Essa fase do ciclo econômico ocorre quando o nível da atividade recua por dois trimestres consecutivos. O resultado oficial do PIB do 2º trimestre será liberado pelo IBGE no dia 1º de setembro de 2020.

"A evolução do PIB no primeiro semestre de 2020 reflete a crise causada pela interrupção do comércio e das atividades normais da sociedade. No primeiro trimestre, muitas das grandes economias registraram quedas expressivas do produto trimestral, mas inferiores a 10%. No segundo trimestre, as quedas foram ainda mais impactantes com muitos países registrando valores acima de 10%", avaliou o Ministério da Economia.

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Esforço fiscal no PIB do país

De acordo com a Secretaria de Política Econômica, os gastos para combater os efeitos da pandemia correspondem a 7,3% do PIB previsto (mais de R$ 500 bilhões). Esse percentual está acima da média de 17 países em desenvolvimento (4,1%) e de 30 nações pertencentes à OCDE (6,3%).

"Apesar do expressivo esforço fiscal deste ano, o governo federal mantém sua diretriz de responsabilidade fiscal e tanto mercado como governo antecipam esta postura em suas projeções", acrescentou a pasta de Economia.

As medidas emergenciais deverão ocasionar em um déficit primário de R$ 787,4 bilhões para o governo, bem como de R$ 812,2 bilhões para o setor público consolidado (governo, estados, municípios e estatais). Em termos gerais, o déficit primário acontece quando gastos ultrapassam os ganhos, não incluindo as despesas com juros da dívida pública.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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