Presidente do Banco do Brasil nega privatização da estatal; entenda

Em carta, Fausto Ribeiro se mostrou alinhado com o presidente Jair Bolsonaro ao negar a privatização do Banco do Brasil. Saiba os detalhes em nossa matéria.

Privatização do Banco do Brasil: panorama do prédio do Banco do Brasil

Na carta, o presidente do BB disse que o banco continua sendo “patrimônio dos brasileiros”. - Foto: Agência Senado

O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, encaminhou uma carta aos funcionários da estatal na última segunda-feira (05/04). Conforme documento obtido pelo Estadão, o gestor sinalizou alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro ao negar possível privatização da estatal. Ribeiro prometeu uma reorganização societária, no sentido de entregar resultados mais estratégicos para os investidores.

"É de mercado, está listado em Bolsa, tem que ser lucrativo, competitivo e eficiente ao atender mais de 65 milhões de clientes no Brasil e no Exterior; e é do Brasil, porque cada brasileiro é um sócio desse Banco, que nos faz ser historicamente compromissados com o desenvolvimento econômico e social do País”, explicou o presidente do Banco do Brasil por meio de carta enviada aos funcionários da estatal.

Fausto Ribeiro também descreveu alguns objetivos para manter a gestão do Banco do Brasil. Um deles diz respeito à aceleração do processo tecnológico. Na carta, ele também relembrou os 212 anos da estatal e disse que o banco continua sendo “patrimônio dos brasileiros”. Vale lembrar que, no início de março de 2021, o ministro Paulo Guedes afirmou que tem o objetivo de privatizar várias empresas públicas.

Por outro lado, o chefe da pasta de Economia informou que o presidente Jair Bolsonaro não quer que isso seja feito com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Petrobras. “Eu quero privatizar a Eletrobras, eu quero privatizar Correios, eu quero privatizar todas as outras que sejam possíveis”, Guedes disse durante entrevista para rádio Jovem Pan.

Novo concurso Banco do Brasil segue aguardado; 120 vagas

Na carta, o presidente do BB disse que é necessário agilizar o processo tecnológico da estatal. Isso pode acontecer por meio de novas contratações, que estão previstas desde o ano passado. O concurso do Banco do Brasil poderá ofertar vagas efetivas para a área de Tecnologia da Informação. O propósito, dessa maneira, é de modernizar as operações digitais do BB.

Com base em informações preliminares, 120 vagas poderão ser anunciadas para profissionais de TI, com remunerações de R$ 3,8 mil, além de benefícios adicionais. O Banco do Brasil, em ocasiões anteriores, já havia afirmado que o avanço das novas tecnologias tende a aumentar seus quadros de servidores no ramo em questão.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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