Presidente do Senado quer três novas parcelas do auxílio emergencial

Pacheco pretende aprovar três novas parcelas do auxílio emergencial em março, abril e maio de 2021. O novo valor ainda não foi devidamente confirmado.

Novas parcelas do auxílio emergencial: Rodrigo Pacheco de braços cruzados

O primeiro pagamento do novo auxílio emergencial poderá ser transferido no mês de março. - Foto: Wikimedia Commons

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pretende aprovar pelo menos três novas parcelas do auxílio emergencial em 2021. De acordo com entrevista concedida ao UOL, a sua expectativa é de que o benefício seja transferido em março, abril e maio desse ano. O valor das parcelas, no entanto, ainda não foi devidamente confirmado.

Até então, existem estudos para que a prorrogação do auxílio emergencial seja liberada por meio de pagamentos mensais de R$ 250,00. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a retomada do benefício foi solicitada pelos presidentes da Câmara, do Senado e da República. Por outro lado, ele disse que a continuidade do programa somente será possível se uma PEC de Guerra for aprovada, assim como ocorreu em 2020.

"Teremos duas curvas: uma de vacinação em massa subindo para imunizar a população e garantir um retorno seguro ao trabalho, enquanto as camadas protetivas, que eram R$ 600, caíram para R$ 300. Agora, podem descer, digamos, para R$ 250; uma coisa assim", argumentou no dia 11 de fevereiro de 2021, durante conversa online com o ex-secretário do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida.

Novas parcelas do auxílio emergencial podem ser aprovadas até março

Ao que tudo indica, as casas legislativas e a equipe do presidente Jair Bolsonaro entraram em consenso sobre a prorrogação do auxílio emergencial. O governo brasileiro pretende aprovar três novas parcelas do benefício em até seis semanas, conforme apurações realizadas pelo Broadcast/Estadão. Pelo visto, a retomada do programa poderá ser incluída no “novo marco fiscal” para o ano de 2021.

Isso garantirá que o orçamento do auxílio emergencial seja financiado por meio do teto de despesas, além de criar medidas automáticas para a contenção dos gastos. Por outro lado, o alcance das novas diretrizes fiscais ainda está em debate entre o Ministério da Economia e a área política do governo federal. Medidas mais duras poderão ficar para um segundo momento, sendo votadas até o fim de julho.

Expectativas para a liberação do novo auxílio emergencial

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se reuniu com Guedes para selar um acordo a respeito do auxílio emergencial. Na última sexta-feira (12/02), o parlamentar disse que enviará uma proposta de prorrogação para ser deliberada pelo Congresso Nacional. A ideia é de que as novas parcelas do programa sejam aprovadas ao longo das próximas semanas.

Isso quer dizer que o primeiro pagamento do novo auxílio emergencial poderá ser transferido no mês de março de 2021. As demais parcelas estão previstas para abril e maio, respectivamente. Pacheco afirmou que, para viabilizar a prorrogação do programa, é “fundamental” que exista uma cláusula de calamidade pública na PEC do pacto federativo.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

Compartilhe

Especial Auxílio Emergencial

Veja mais »