Privatização da Eletrobras é aprovada pela Câmara dos Deputados

Antes de seguir para o Senado, a proposta sobre a privatização da Eletrobras ainda poderá ser alterada com base em sugestões dos deputados. Saiba mais.

Privatização da Eletrobras aprovada: interior do Congresso

A expectativa é de que privatização ocorra até o início de 2022. - Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Na última quarta-feira (19/05), a Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória que permite a privatização da Eletrobras. A medida já vinha sendo discutida desde o ano passado em meio à forte resistência de alguns parlamentares, que se posicionaram contra a proposta. Para seguir ao Senado, a MP ainda poderá ser alterada com sugestões dos deputados da Câmara.

A expectativa é de que privatização ocorra até o início de 2022. Com a desestatização, a equipe do governo espera levantar mais de R$ 60 bilhões, que serão distribuídos entre o Tesouro Nacional, os fundos do setor elétrico e as obras relacionadas com as bacias hidrográficas. Lembrando que, para não perder validade, a proposta deve ser aprovada pelas duas Casas Legislativas até 22 de junho de 2021.

"Nós temos bilhões para conservação de bacias hidrográficas, melhoria na qualidade dos reservatórios. Portanto, mais energia gerada e menor custo para o consumidor. A empresa não está sendo vendida para esse ou aquele proprietário, ela se transformará numa corporação”, defendeu o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros.

O modelo de privatização da Eletrobras prevê novas ações para serem vendidas no mercado, o que poderá resultar na redução da fatia da União (de 60% para 50%, aproximadamente). Ao que tudo indica, será necessário criar uma outra estatal para contemplar as usinas nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu, já que não podem ser desestatizadas.

Foco do governo é privatizar Eletrobras e Correios

Em março de 2021, o presidente do Senado Federal explicou que o foco do governo é privatizar a Eletrobras e os Correios. Já a desestatização da Petrobras ainda é uma ideia que precisará ser devidamente analisada. Até porque o assunto exige rigor técnico e político, sendo importante aprofundar discussões a respeito do interesse popular e da estratégia do mercado.

"A ordem do dia é Correios e Eletrobras. A Petrobras é uma ideia forjada nesse momento de discussão com vocês, pode eventualmente pode ser evoluída, mas é preciso ter muito rigor técnico, político de conveniência mesmo, de oportunidade para se evoluir", informou Pacheco em entrevista para os jornais O Globo e Valor Econômico.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também havia comentado sobre as futuras privatizações que podem ser aprovadas. Ele disse que há uma possibilidade de apoiar um processo de desestatização da Petrobras, levando em conta o modelo proposto pelo governo. Segundo ele, toda empresa pública do Brasil deve ser avaliada “sem preconceitos” e o Congresso é o ambiente para isso.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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