Privatização dos Correios: estudos já estão em andamento

Para o presidente dos Correios, é necessário encontrar as melhores estratégias para modernizar o serviço postal do Brasil. Saiba os detalhes!

O presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmou que a privatização da empresa pública já está sendo alvo de debates. Em entrevista à Exame, ele ressaltou que os estudos em andamento vão apontar a melhor estratégia sobre uma possível desestatização dos Correios, fazendo com que a instituição se torne cada vez mais competitiva.

"A desestatização de qualquer empresa pública exige estudos complexos e minuciosos que abrangem várias áreas. No caso do setor postal brasileiro, esses estudos já estão em andamento no âmbito do governo federal. A partir deles, serão decididas as melhores estratégias para modernizar e tornar mais competitivo e eficiente o serviço postal do Brasil", Peixoto informou.

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Estudos sobre a privatização dos Correios

De acordo com o general Peixoto, "a transformação da cultura de consumo global aponta para a urgência da necessidade de adaptação e inovação". Por isso, ele reforçou a possibilidade de mudanças estruturais para modernizar os Correios.

"Nesse contexto, as amarras da legislação para empresas estatais acabam por prejudicar a competitividade necessária ao bom desempenho das atividades dos Correios. É preciso, portanto, adotar mecanismos que permitam à empresa competir em pé de igualdade com as demais, que se reinventam sempre no ritmo do mercado", destacou.

Vale lembrar que a secretária especial do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI), Martha Seillier, já havia informado que vai encaminhar um projeto para que haja o fim do monopólio postal da instituição. Em agosto de 2020, ela disse que o envio da proposta será um novo passo rumo à privatização dos Correios.

Greve dos Correios

Desde o dia 17 de agosto, aproximadamente 100 mil funcionários dos Correios aderiram à paralisação de atividades. A decisão pela greve aconteceu devido à falta de medidas protetivas contra a COVID-19 e em razão da quebra de acordo coletivo. Entre as cláusulas revogadas pela empresa pública, estão os pagamentos dos adicionais de risco e dos vales-alimentação.

A possível privatização dos Correios também foi apontada como um dos principais motivos para a deflagração da greve. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), os grevistas condenam o que intitulam de "negligência com a saúde dos trabalhadores" durante a pandemia e buscam reivindicar a devida garantia dos direitos trabalhistas.

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