Privatização dos Correios: Lira quer votar até julho de 2021

Presidente da Câmara acredita que votação deve ocorrer ainda no meio do ano. Tramitação em urgência já foi aprovada na Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP - AL), afirmou que deseja iniciar a votação da privatização dos Correios entre os meses de junho e julho de 2021.

Segundo ele, no momento, o governo teria a quantidade de votos necessária para poder conseguir passar a proposta. Para o deputado, o Congresso deve ter um papel "reformista" e, como presidente, é sua função abrir espaço para conversas.

“É meu dever que os debates ocorram, e com muita firmeza e diálogo fazer com que eles andem", disse em uma entrevista concedida à TV Bandeirantes.

Além disso, Lira comentou que o Brasil precisa gerir melhor as verbas arrecadadas, com ou sem aprovação.

“A intensidade do que vai ser aprovado, depende do momento. Mas temos obrigação que o Brasil tenha uma gestão melhor das suas contas públicas”, afirmou o presidente da Câmara.

Privatização dos Correios vai tomando forma

Em abril, a Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 591/21 do governo federal que viabiliza a privatização dos Correios. A aprovação teve 280 votos a favor e 165 contrários. Portanto, a tramitação do sinal verde para venda deve ser mais veloz.

Vale lembrar que a privatização dos Correios ainda precisa passar pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Congresso.

Conselho do PPI recomendou privatização dos Correios

Recentemente, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por estudos sobre desestatização, recomendou a privatização dos Correios após terminar a primeira fase de estudos.

Segundo o relatório, “estudos mostram que elevar a taxa de investimento por meio da iniciativa privada será fundamental para acompanhar as evoluções e transformações do setor postal”. Sendo assim, para continuar competitivo, é preciso que haja um controle de algum ente privado que possua recursos financeiros.

Enquanto isso, nos último dois anos, os Correios investiram cerca de R$ 1,1 bilhão em infraestrutura. Parte dos gastos miram justamente a privatização e tornar a estatal mais valiosa.

Além dos Correios, o governo tem a intenção de privatizar as seguintes empresas:

  • Eletrobras;
  • Emgea;
  • Ceasaminas;
  • Porto de Vitória (Codesa);
  • Nuclep;
  • Trensurb;
  • Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU);
  • Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

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