Privatização: Magalu, FedEx e Amazon estão interessadas nos Correios

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que pelo menos cinco grandes empresas estão interessadas na compra dos Correios. Saiba os detalhes!

Magazine Luiza e Amazon estão interessadas nos Correios: Fachada da Agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no Centro de Coronel Fabriciano, Minas Gerais, Brasil

"Nós iremos privatizar os Correios. Está na ordem do dia", destacou o ministro Fábio Faria. - Foto: HVL

Em transmissão pelo site TradersClub, o ministro das Comunicações informou que existem grandes empresas interessadas na aquisição dos Correios. "Não teremos um processo de privatização vazio. Já temos cinco players interessados, entre eles Magalu [Magazine Luiza], DHL e FedEx", adiantou o ministro Fábio Faria. A Amazon, gigante norte-americana de e-commerce, também estaria interessada na compra da estatal.

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“Nós iremos privatizar os Correios”, informa o ministro das Comunicações

Ao longo da mesma transmissão, Fábio Faria afirmou que o governo vai encaminhar o projeto para extinguir o monopólio dos Correios nos serviços postais. O ministro das Comunicações também disse que os parâmetros sobre a privatização da estatal serão debatidos pelos parlamentares, incluindo as obrigações na oferta das demandas.

"Nós iremos privatizar os Correios. Está na ordem do dia", destacou. De acordo com Fabio Faria, existem alguns motivos para efetivar a privatização da empresa pública: corrupção, interferências políticas na gestão, ineficiência, greves constantes e perda de mercado na entrega de mercadorias vendidas pela internet. Sobre os atuais funcionários dos Correios, o ministro ressaltou: "Quem for bom, vai continuar".

Greve dos Correios

No dia 17 de agosto, aproximadamente 100 mil funcionários dos Correios aderiram à greve da categoria. A decisão ocorreu devido à falta de medidas de proteção contra a COVID-19 e pela quebra de acordo coletivo. Entre as cláusulas revogadas pela empresa pública, estão os pagamentos dos adicionais de risco e dos vales-alimentação.

A possível privatização dos Correios também foi apontada como outro motivo que desencadeou na greve nacional. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), os funcionários condenam o que chamam de "negligência com a saúde dos trabalhadores" e lutam pelos direitos trabalhistas.

O ministro Fábio Faria, durante a transmissão pelo site TradersClub, criticou a greve nacional e disse que, sendo um serviço "universal e essencial", os Correios não deveriam interromper suas atividades. "Se a empresa fosse privada, não tinha esse problema. Não é com greve que você consegue aumento. (...) Estamos vivendo num momento em que todos precisam dar o seu melhor, não pode paralisar um serviço que entrega em todo lugar", destacou o ministro Fábio Faria.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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