Privatizações: Bolsonaro enviou projeto para vender só a Eletrobras

Dentre as várias possibilidades de desestatização, Bolsonaro apenas enviou o projeto de venda da Eletrobras e Guedes acusa Maia de barrar privatização.

Durante as campanhas eleitorais para presidente, Bolsonaro falou muito sobre privatizações como uma de suas principais propostas. Contudo, até agora, o único projeto de venda enviado foi da Eletrobras e aguarda o despacho de Maia. Por causa disso, Guedes acusou o presidente da Câmara de estar interditando discussões sobre desestatização de empresas públicas.

O texto em questão está paralisado desde 5 de dezembro de 2019 depois de ter sido entregue à Câmara por Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia. Acontece que os trabalhos da Casa acabaram sendo suspensos por causa da pandemia de COVID-19

Contudo, é necessário que Maia decida retornar com as sessões presenciais. Enquanto isso, a privatização da Eletrobras fica parada, considerando que a análise de projetos de lei, como a venda de estatais, depende de comissões.

Guedes acusa Maia de interditar privatizações

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a agenda de investimentos e afirmou que “precisamos retomar as privatizações”. Em sua fala, ele ainda comentou que Rodrigo Maia teria feito um acordo com a esquerda para interditar discussões sobre privatizações. Guedes defendeu o 3D: desindexação, desobrigação e desvinculação e disse acreditar não haver motivos para barrar as vendas de estatais.

A resposta do presidente da Câmara foi simples e curta: “Paulo Guedes está desequilibrado. Uma pena”. Ele ainda aproveitou para alfinetar o ministro, ironizando o fato da promessa de quatro grandes privatizações em 90 dias nunca ter acontecido. Maia ainda usou suas redes sociais para questionar: “Por que Paulo Guedes interditou o debate da reforma tributária?”.

Isso porque o governo não enviou as demais propostas para a reforma já que os parlamentares não entraram em consenso em relação a criação da “nova CPMF”. O projeto criado por Guedes previa um novo imposto sobre transações para combater a desoneração da folha de salários.

Entretanto, durante a coletiva do Caged, Guedes afirmou que “continuamos otimistas com o desempenho da economia. [...] Reafirmamos nosso compromisso com as reformas. [...] Apesar das críticas, a verdade é que o Brasil trabalhou durante a crise com muita energia”.

Além da privatização da Eletrobras, vários rumores de venda de outras estatais estão circulando. Porém, o presidente Jair Bolsonaro já vetou a desestatização da Caixa, Banco do Brasil e Petrobras. Havia uma grande expectativa de arrecadação durante 2020 com vendas que acabaram sendo abandonadas por causa da situação de emergência.

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