Projeto de Lei para privatização dos Correios avança junto ao governo

O Projeto de Lei, que prevê a privatização dos Correios, avança no governo e pode ser concluído ainda este ano. Saiba mais detalhes!

Projeto de Lei para privatização dos Correios: fachada dos Correios

Governo tenta acelerar a privatização dos Correios. - Foto: Wikimedia Commons

Projeto de Lei, que facilita a privatização dos Correios, avança internamente no governo. A ideia principal é retirar da estatal o monopólio do serviço postal brasileiro. Se for aprovado e tiver assinatura do presidente Jair Bolsonaro, os Correios poderão ter concorrência.

O PL está sendo analisado pela Secretaria Geral da União e, ao mesmo tempo, a Casa Civil prepara uma análise sobre o mérito do projeto de lei, trâmite comum às ações dessa natureza. 

Concomitantemente, estudos sobre o impacto social em relação à privatização estão sendo realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Consórcio Postar. Os Correios possuem mais de 95 mil funcionários pelo país. Já as dívidas, seriam de R$ 14 bilhões, sendo boa parte fruto de pagamentos de pensão.

Projeto de Lei para privatizações dos Correios pode ser concluído em 2020!

A expectativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, é tentar aprovar o projeto ainda em 2020, como forma de demonstrar avanço na agenda de desestatizações.

No final de maio de 2020, durante a live semanal feita em suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre o desejo de privatizar estatais. Entre as empresas que o governo estuda estão os Correios. “Serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência, via iniciativa privada”, comentou na época.

Além disso, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou durante entrevista que a Magalu e outras quatro empresas já haviam manifestado interesse na privatização dos Correios.

De acordo com ele, esse processo ocorrerá ainda na gestão de Jair Bolsonaro. “Já tem cinco players interessados. A Magalu é um deles. O Amazon, a DHL, Fedex”, comentou o ministro em entrevista ao canal Café com Ferri.

Por todas essas manifestações do governo, a expectativa é de que o trâmite de quebra de monopólio da estatal caminhe com agilidade. Os Correios apresentam um passivo de 14 bilhões de reais e correm o risco de precisar de recursos do Tesouro para custear suas operações, de acordo com informações do Ministério da Economia e das Comunicações.

Sobre os Correios

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC) foi fundada em 20 de março de 1969 e 54,3% de seus faturamentos são resultado dos serviços postais exclusivos, como cartas, telegramas e correspondências agrupadas.

Aliado a esses serviços, existe também a prestação de atividades financeiros nas agências físicas, o que reflete imediatamente na inclusão bancária de milhões de brasileiros. "Desde a criação do Banco Postal, milhares de pessoas, que antes tinham que se deslocar para uma cidade vizinha para realizar uma simples operação bancária, agora contam com a comodidade de tudo poder ser feito na própria cidade onde moram", enfatiza a direção da empresa.

Além disso, a empresa oferece soluções com tecnologia de ponta, para atender às necessidades de comunicação das empresas e instituições. Um bom exemplo é o Sedex, que já existe há mais de 36 anos, e promove entrega mais rápida de envios.

Márcia Andréia
Redatora
Jornalista no Portal Concursos no Brasil, estudou Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduanda em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Dom Alberto.
Atuou na produção da Record Bahia, na assessoria de comunicação da Prefeitura de Correntina - BA, na redação do Jornal do Sudoeste, dentre outras atividades na área de propaganda.

Compartilhe

Comentários

Especial PRF

Veja mais »