Projeto de Lei para privatização dos Correios avança junto ao governo

O Projeto de Lei, que prevê a privatização dos Correios, avança no governo e pode ser concluído ainda este ano. Saiba mais detalhes!

Projeto de Lei, que facilita a privatização dos Correios, avança internamente no governo. A ideia principal é retirar da estatal o monopólio do serviço postal brasileiro. Se for aprovado e tiver assinatura do presidente Jair Bolsonaro, os Correios poderão ter concorrência.

O PL está sendo analisado pela Secretaria Geral da União e, ao mesmo tempo, a Casa Civil prepara uma análise sobre o mérito do projeto de lei, trâmite comum às ações dessa natureza. 

Concomitantemente, estudos sobre o impacto social em relação à privatização estão sendo realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Consórcio Postar. Os Correios possuem mais de 95 mil funcionários pelo país. Já as dívidas, seriam de R$ 14 bilhões, sendo boa parte fruto de pagamentos de pensão.

Projeto de Lei para privatizações dos Correios pode ser concluído em 2020!

A expectativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, é tentar aprovar o projeto ainda em 2020, como forma de demonstrar avanço na agenda de desestatizações.

No final de maio de 2020, durante a live semanal feita em suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre o desejo de privatizar estatais. Entre as empresas que o governo estuda estão os Correios. “Serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência, via iniciativa privada”, comentou na época.

Além disso, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou durante entrevista que a Magalu e outras quatro empresas já haviam manifestado interesse na privatização dos Correios.

De acordo com ele, esse processo ocorrerá ainda na gestão de Jair Bolsonaro. “Já tem cinco players interessados. A Magalu é um deles. O Amazon, a DHL, Fedex”, comentou o ministro em entrevista ao canal Café com Ferri.

Por todas essas manifestações do governo, a expectativa é de que o trâmite de quebra de monopólio da estatal caminhe com agilidade. Os Correios apresentam um passivo de 14 bilhões de reais e correm o risco de precisar de recursos do Tesouro para custear suas operações, de acordo com informações do Ministério da Economia e das Comunicações.

Sobre os Correios

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC) foi fundada em 20 de março de 1969 e 54,3% de seus faturamentos são resultado dos serviços postais exclusivos, como cartas, telegramas e correspondências agrupadas.

Aliado a esses serviços, existe também a prestação de atividades financeiros nas agências físicas, o que reflete imediatamente na inclusão bancária de milhões de brasileiros. "Desde a criação do Banco Postal, milhares de pessoas, que antes tinham que se deslocar para uma cidade vizinha para realizar uma simples operação bancária, agora contam com a comodidade de tudo poder ser feito na própria cidade onde moram", enfatiza a direção da empresa.

Além disso, a empresa oferece soluções com tecnologia de ponta, para atender às necessidades de comunicação das empresas e instituições. Um bom exemplo é o Sedex, que já existe há mais de 36 anos, e promove entrega mais rápida de envios.

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