Prorrogação do auxílio emergencial pode custar R$ 100 bilhões

Além disso, Mansueto Almeida argumentou que a prorrogação do auxílio emergencial tende a causar um rombo de R$ 850 bilhões no ano de 2020. Saiba mais!

Prorrogação do auxílio emergencial: enquadramento fechado em Mansueto Almeida. É possível ver um microfone em sua frente

Mansueto (foto) também disse que a criação de novos programas sociais poderá exigir aumento de impostos. - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O secretário demissionário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, destacou que a prorrogação do auxílio emergencial deve custar ao menos R$ 100 bilhões aos cofres públicos. Equivalente a 1,9% do PIB, essa estimativa diz respeito às duas propostas em debate: renovação decrescente e manutenção de R$ 600,00 para mais duas parcelas.

Mansueto ainda reafirmou que a criação de novos programas sociais, como renda mínima, poderá exigir aumento de impostos para os próximos anos. "A renovação de auxílio emergencial pode levar o déficit primário a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com um déficit nominal de 15% do PIB, no nível dos Estados Unidos", argumentou.

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Prorrogação do auxílio emergencial

O secretário deixará o cargo ao longo dos próximos dias para trabalhar em um banco de iniciativa privada. Em entrevista à Agência Estado, ele confirmou que provavelmente deve sair no mês de agosto. Por outro lado, não deixou de registrar sua opinião sobre os impactos que podem ser ocasionados pela concessão de mais parcelas do benefício.

Mansueto ressaltou que o governo federal está avaliando o pagamento de mais cotas do auxílio emergencial, mas em repasses “escalonados” (R$ 500, R$ 400 e R$ 300). O presidente da Câmara dos Deputados, por sua vez, mantém a sua postura de fixar o mesmo valor de R$ 600,00 para todas as novas parcelas.

De qualquer maneira Mansueto afirma que haverá prejuízo para os cofres públicos em ambos os casos. A prorrogação do auxílio emergencial pode alcançar o valor de R$ 850 bilhões (11,5% do PIB), tendo em vista projeções para o ano de 2020. Os repasses nos próximos meses, por si só, devem custar R$ 100 bilhões (1,9% do PIB).

121 milhões de brasileiros adultos recebem algum benefício do governo

O presidente da Caixa Econômica Federal divulgou, na última sexta-feira (26/06), o calendário da terceira parcela do auxílio emergencial. Em coletiva de imprensa, Pedro Guimarães informou que pelo menos 121 milhões de brasileiros adultos recebem algum benefício do governo. Entre eles, estão o auxílio de R$ 600, benefício emergencial (BEm) e saque do FGTS.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem em torno de 160 milhões de adultos no país. Comparando o total com número exposto por Guimarães, chega-se à proporção de oito para dez. O que isso quer dizer? Quer dizer que, em cada grupo de dez brasileiros adultos, oito recebem algum benefício governamental.

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