Prorrogação do auxílio emergencial quebraria o Brasil, diz Bolsonaro

Em transmissão da sua live semanal, Bolsonaro afirmou que uma prorrogação do auxílio emergencial teria consequências desastrosas para a economia.

Prorrogação do auxílio emergencial quebraria o Brasil: Bolsonaro durante sua live semanal

Bolsonaro afirma que prorrogação do auxílio quebraria o Brasil - Foto: Reprodução Facebook / Jair Bolsonaro

Nesta quinta-feira, 28 de janeiro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a prorrogação do auxílio emergencial quebraria o Brasil e teria uma série de outras consequências desastrosas para a economia. 

Bolsonaro lamentou ainda as mortes e infecções pela doença, mas afirmou que é necessário “conviver” com a COVID-19 e que não se pode “destruir empregos”. Destacou, mais uma vez, que a capacidade de endividamento do país está no limite.

“Lamento, pessoal, quer que continue (o auxílio emergencial), vai quebrar o Brasil, vem inflação, descontrole da economia, vem um desastre e todo mundo aí pagar caríssimo”, disse ele.

Prorrogação do auxílio emergencial

A retomada do auxílio, que foi encerrado em dezembro de 2020, tem sido pauta de discussão entre os candidatos ao comando das Casas Legislativas. 

De acordo com o parlamentar e candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a prorrogação do auxílio emergencial em 2021 possui condições para ocorrer. Caso sejam cumpridas, os repasses poderiam ocorrer durante alguns meses.

Para que isso ocorra, Lira apontou que existem três condições muito importantes: a aprovação do orçamento de 2021, os valores dos pagamentos e também a quantidade de beneficiários do auxílio emergencial.

“Penso que, com Orçamento [aprovado], dependendo do valor e do prazo [do benefício] e respeitando o teto de gastos, tenhamos possibilidade de fazer um auxílio, até que se vote um novo programa permanente [como o Bolsa Família]”, disse o deputado.

Qual a possibilidade de prorrogação?

Para que o auxílio emergencial seja prorrogado em 2021, a equipe do governo e os parlamentares precisam encontrar formas viáveis para o financiamento das novas parcelas. O programa, até o final de 2020, custou R$ 322 bilhões aos cofres públicos.

Ao que tudo indica, não há brecha para a extensão do auxílio dentro do teto de gastos. Por isso, seria necessário aprovar uma exceção para créditos extraordinários.

A equipe econômica, em debates internos, está cogitando a possibilidade de fornecer alternativas à população mais vulnerável. Assim sendo, a estratégia é de adiantar o abono salarial, antecipar o 13º salário para aposentados e pensionistas, além de autorizar um novo saque do FGTS emergencial.

Alternativas à crise econômica

Ministério da Economia já começou a discutir alternativas de ajuda financeira para a população mais carente diante do agravamento da pandemia no país.

O tamanho e o escopo de um possível programa ainda estão em debate, mas há um consenso na equipe econômica de que o governo não conseguirá gastar o mesmo volume de 2020. A grande expectativa é de que houvesse a ampliação do Bolsa Família. 

Além do provável aumento dos valores das parcelas, nos bastidores do governo se fala em ampliar a quantidade de pessoas atendidas pelo programa de transferência de renda. Para que isso seja possível, é preciso que haja uma autorização do Ministério da Economia.

A ideia de se colocar mais pessoas vem do cenário deixado pelo auxílio emergencial. Nele, o governo disse ter descoberto “pessoas invisíveis”, que precisam de ajuda, mas nem estavam registradas no Cadastro Único, base do Bolsa Família.

A equipe econômica precisa equacionar os gastos para que eles não ultrapassem o teto previsto para 2021. Portanto, ainda não se sabe como o governo fará a ampliação. Os detalhes serão divulgados no anúncio do Bolsa Família 2021.

Márcia Andréia
Redatora
Jornalista no Portal Concursos no Brasil, estudou Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduanda em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Dom Alberto.
Atuou na produção da Record Bahia, na assessoria de comunicação da Prefeitura de Correntina - BA, na redação do Jornal do Sudoeste, dentre outras atividades na área de propaganda.

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