ProUni contribuiu para melhoria das condições de vida dos beneficiados

Estudo comprova que ProUni teve (e continua tendo) influência decisiva na melhorias das condições de vida dos seus assistidos

Uma pesquisa divulgada pela Agência Brasil em 20/01 mostrou que o ProUni pode não ter sido um dos fatores preponderantes para o aumento da renda no país, mas, sem dúvidas, ocorreu uma elevação na autoestima das pessoas e uma melhoria no salário delas, em até 70%.

A pesquisa, fruto de uma tese de doutorado, arremata que o ProUni abriu novos horizontes profissionais para os estudantes brasileiros porque os prepara academicamente para os desafios do mercado de trabalho.

Formada em Comunicação Social desde 2008, a jornalista Michelle Oliveira foi assistida pelo ProUni com uma bolsa de estudos parcial (de 50%). À época, a hoje jornalista trabalhava em loja de cosmético e não tinha como custear as mensalidades da faculdade, contando com o benefício para obter a graduação. Desde que se formou, a profissional já passou por jornais, sites e rádio, experiências que trouxeram maturidade profissional e um melhor salário. "Se o ProUni não foi tão decisivo para as questões econômicas do Brasil, ao menos foi essencial para me proporcionar uma melhor qualidade de vida", contou.

A pesquisa abrangeu um total de 150 estudantes, moradores de São Paulo. Destes, mais de 90% afirmaram que o ProUni foi decisivo para que novas articulações profissionais chegassem na carreira. Contudo, esta realidade não apenas foi detectada em São Paulo, como também em quase todos os estados nordestinos (região onde o programa mais liberou bolsas de estudo, tanto integrais quanto parciais).

A jornalista e técnica do INSS Shirley Oliveira também ganhou uma bolsa pelo ProUni e afirma que o benefício a ajudou a economizar o suficiente para tocar nos projetos, como exemplo da compra do primeiro carro e o investimento em uma nova graduação, desta vez, na área de psicologia.

Claro que ter o aumento salarial entre 70% e até mesmo de 100% não significa que os vencimentos mensais ficaram elevados. No entanto, nem isso seria possível se não fosse a conquista de uma graduação que hoje é essencial para se ter um emprego de melhores condições. Prova disso é que na própria pesquisa consta que entre os entrevistados paulistas que foram, assistidos pelo ProUni, 85% já estão trabalhando com carteira assinada e com maior estabilidade no emprego.

***

Notícia anterior (22/01/2013): ProUni 2013 registra 1,03 milhão de inscritos

Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou um total de 1.032.873 inscrições. Primeira convocação será dia 24/01.

Encerrado o prazo de inscrições, na segunda-feira, 21, o Programa Universidade para Todos (ProUni) do Ministério da Educação registrou 1.032.873 inscritos. Como cada candidato teve a oportunidade fazer até duas opções curso, o total de inscrições foi de 2.011.538.

A primeira chamada de candidatos pré-selecionados será feita nesta quinta-feira, 24/01. Já o prazo para matrícula na instituição de ensino e apresentação dos documentos relacionados no ato da inscrição vai até o dia 31.

No dia 8 de fevereiro será feita a segunda chamada de pré-selecionados e os candidatos deverão providenciar a matrícula e a apresentação de documentos até o dia 19 do mesmo mês.

Os estados com o maior número de candidatos nesta primeira edição de 2013 foram São Paulo, com 187.489 inscritos; Minas Gerais, com 141.839, e Rio de Janeiro, com 75.935.

Nesta primeira edição de 2013, foram ofertadas 162.329 bolsas de estudos, distribuídas em 12.159 cursos de 1.078 instituições de todo o país. O total de bolsas integrais é de 108.686; o de parciais, 53.643.

O programa

A bolsa integral é concedida a estudantes com renda bruta familiar por pessoa até 1,5 salário mínimo, e as parciais àqueles com renda familiar até três salários mínimos por pessoa. Na primeira edição deste ano, o ProUni vai oferecer 144.639 vagas, das quais 99.223 são bolsas de estudo integrais e 45.416 parciais (50% da mensalidade).

A bolsa do ProUni pode ser uma alternativa para quem não conseguiu uma vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior. Caso o candidato seja selecionado nos dois programas, deverá optar por um deles, já que é vedado usar uma bolsa do programa e estar, simultaneamente, matriculado em instituição de ensino superior pública e gratuita.

O estudante que conseguir apenas uma bolsa parcial (50% da mensalidade) pode custear a outra parte por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sem a necessidade de apresentar fiador. Para isso, é preciso que a instituição onde o aluno pretende se matricular tenha firmado termo de adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

Desde a sua criação, o ProUni atendeu 1.096.359 estudantes - 739.094 com bolsa integral. O programa desenvolve ainda ações conjuntas de incentivo à permanência dos universitários nas instituições, como a Bolsa-Permanência. Para os estudantes com bolsas parciais há ainda o acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O bolsista pode recorrer ao fundo para custear os outros 50% da mensalidade, sem a necessidade de apresentação de fiador.

O resultado da primeira chamada do programa estará disponível na página do ProUni na internet nesta quinta-feira, 24.

Edição com informações do MEC e da Agência Brasil.

Tópico: SISU

Compartilhe