Quase 40 mil pessoas devolveram auxílio emergencial pago indevidamente

O Ministério da Cidadania criou um canal para a devolução do auxílio emergencial pago indevidamente. Até agora, já foram recuperados quase R$ 30 milhões.

Auxílio emergencial pago indevidamente: notebook aberto na página do auxílio emergencial

Cerca de 8 milhões de pessoas receberam o auxílio sem se encaixar nos critérios. - Foto: Concursos no Brasil

Até agora 39.517 pessoas devolveram o auxílio emergencial pago indevidamente, de acordo com dados do Ministério da Cidadania. A pasta indicou que cerca de 8 milhões de brasileiros que não tinham direito ao benefício receberam os R$ 600. Entre eles, filhos de servidores públicos e esposas de empresários pertencentes às classes A e B, residentes de outros países, militares e até criminosos foragidos da justiça.

Na semana passada, a Dataprev, responsável pela análise dos cadastros, admitiu que houve fraudes, mas estava buscando aprimorar o sistema para evitar novos casos. “Pagamos R$ 76,6 bilhões a 58,6 milhões de pessoas. Ao longo desses três meses, aprimoramos o sistema, fechamos acordos com os órgãos de controle e de fiscalização e tomamos as medidas necessárias para que os recursos retornassem aos cofres públicos”, declarou o ministro Onyx Lorenzoni.

Ainda segundo ele, está sendo criada uma ferramenta para quem obteve respostas negativas do auxílio emergencial. Assim, muitas pessoas que precisam do dinheiro, mas não conseguiram aprovação, poderão recorrer. É o caso dos desempregados que tiveram seus cadastros negados, porém são abrangidos pelos critérios do benefício.

Para conseguir fazer com que o dinheiro voltasse aos cofres públicos, o Ministério da Cidadania criou um site especial para devolução do benefício. No portal são geradas Guias de Recolhimento da União (GRUs) para serem pagas. que são emitidas pelo site. Dessa forma, o governo já conseguiu recolher R$ 29,65 milhões do auxílio emergencial pagos indevidamente.

Da quantia total, cerca de R$ 15 milhões vieram de 23.643 dos mais de 70 mil militares que fraudaram o sistema. O Ministério da Defesa afirmou que os valores serão descontados dos contracheques daqueles que não estornarem o dinheiro. Enquanto isso, muitos beneficiários do Bolsa Família tiveram os R$ 600 negados, mesmo estando dentro dos critérios do auxílio.

Como devolver o auxílio emergencial pago indevidamente

Quem teve o auxílio emergencial pago indevidamente deve acessar o site de devolução criado pelo governo e seguir o passo a passo:

  1. Informar o CPF da pessoa que irá fazer a devolução;
  2. Selecionar a opção de pagamento da GRU - “Banco do Brasil” ou “Em qualquer Banco”;
  3. Marcar a opção “Não sou um robô”;
  4. Clicar no botão “Emitir GRU”;
  5. Fazer o pagamento.

As parcelas de R$ 600 podem ser estornadas aos cofres públicos pelo pagamento em caixa eletrônico, internet banking, guichês das agências ou aplicativo do banco no celular. Vale ressaltar também que aqueles que cometeram fraude e tiveram o auxílio emergencial pago indevidamente podem sofrer pena de seis anos de prisão.

Também é preciso ficar atento a possíveis golpes, que cresceram muito desde o início da pandemia de coronavírus. Para isso, a Dataprev criou uma ferramenta para as pessoas poderem verificar se o seus CPFs foram usados em fraudes. Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) lançou o Fala.Br, uma plataforma de denúncias e reclamações.

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Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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