Recorde de desemprego: 14 milhões de brasileiros estão sem trabalhar

Pesquisa do IBGE mostrou que o número de pessoas desempregadas no Brasil é o maior desde 2012 e parte desses brasileiros desistiram de procurar um trabalho.

desemprego: a imagem mostra carteira de trabalho sobre teclado de computador em cima de mesa

Em compensação, o número de informais cresceu. - Foto: Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua foi divulgada nesta sexta-feira (30/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostra que o Brasil bateu recorde de desemprego. O estudo demonstrou que 14,4 milhões de brasileiros estavam sem trabalhar até o trimestre encerrado em fevereiro. 

O número subiu 2,9% em comparação ao trimestre anterior, que ia de setembro a novembro de 2020, e a taxa de desempregados é a maior desde 2012. Comparado com o mesmo período, o aumento foi de 2,7% pontos percentuais. O número de pessoas empregadas continuou estável em relação ao último trimestre, mas caiu 8,3% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando 85,9 milhões brasileiros.

"Embora haja a estabilidade na taxa de ocupação, já é possível notar uma pressão maior com 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho. Não houve, nesse trimestre, uma geração significativa de postos de trabalho, o que também foi observado na estabilidade de todas as atividades econômicas, muitas ainda retendo trabalhadores, mas outras já apontando um processo de dispensa como o comércio, a indústria e alojamentos e alimentação", afirmou Adriana Beringuy, analista da pesquisa.

Crescimento de trabalhadores informais

A PNAD revelou também que a quantidade de trabalhadores por conta própria aumentou 3,1% em comparação com trimestre anterior. Nos últimos três meses, 716 mil brasileiros iniciaram algum tipo de trabalho independente, fazendo com que a categoria some 23,7 milhões de pessoas ativas. 

"O trimestre repete a preponderância do trabalho informal, reforçando movimentos que já vimos em outras divulgações - a importância do trabalhador por conta própria para a manutenção da ocupação", pontuou Beringuy. Em compensação, parte da população que está em situação de desemprego desistiu de buscar trabalho. De acordo com a pesquisa, esse número também é recorde, somando 6 milhões.

Apesar da queda na quantidade de trabalhadores formais, a massa de rendimento se manteve estável em relação ao último período analisado, contabilizando R$ 211,2 bilhões. No entanto, quando comparada com o mesmo período de 2020, houve uma redução de R$ 16,8 bilhões. 

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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