Renda Brasil: parlamentares se reúnem para discutir financiamento

Bolsonaro se reuniu com parlamentares para ouvir novas propostas sobre o financiamento do Renda Brasil, no entanto, ainda não há um consenso.

Renda Brasil: imagem mostra leque de notas de 50, 20 e 10 reais

É possível que o programa social seja aprovado. - Foto: Concursos no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu, nesta terça-feira (22), com alguns ministros, líderes do governo e o relator do Orçamento de 2021, Marcio Bittar (MDB-AC), para discutir o financiamento do Renda Brasil. O programa social que irá substituir o Bolsa Família tem por objetivo aumentar o público atendido bem como o valor pago. No entanto, ainda não foi encontrada uma forma de bancar o programa.

A proposta inicial do Ministro da Economia, Paulo Guedes, era de eliminar alguns benefícios, no entanto, a ideia não agradou a Bolsonaro que pediu uma restruturação do projeto. Para discutir sobre o Renda Brasil, os parlamentares se reuniram também nesta quarta-feira (23) e pretendem retomar a conversa amanhã (24).

Segundo o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes, o grupo ainda não chegou a um consenso, “mas foi bom porque combinamos de conversar até semana que vem para fechar uma proposta". Este encontro de governantes acabou indo contra o que o próprio Bolsonaro afirmou na última semana: "Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final".

Financiamento do Renda Brasil

Até agora, o presidente da República tem sido instruído a cortar gastos visando ter verba para custear o Renda Brasil. Contudo, por enquanto, o programa social conta apenas com a proposta prevista do Bolsa Família para 2021, sendo o valor de R$ 34,9 bilhões. A previsão, porém, é insuficiente para cumprir o objetivo de abranger o público do auxílio emergencial, que se encerra em dezembro.

Dessa forma, para evitar acabar com benefícios que atendem às camadas mais pobres, a equipe que defende os cortes orçamentários sugeriram redução dos custos com:

  • Contratação de mão de obra terceirizada;
  • Funcionalismo;
  • Auxílio-alimentação;
  • Viagens e treinamentos.

"Em momentos de dificuldade como agora, qualquer administrador da iniciativa privada, em primeiro lugar, negocia redução de custos com fornecedores e corta outros gastos, como contratação de terceirizados, aluguel de imóveis, treinamento e auxílios", afirmou o ministro Bruno Dantas do Tribunal de Contas da União (TCU).

Apesar das divergências de pensamento entre as várias partes que estavam presentes na reunião, Gomes afirmou que "teve uma articulação para não haver lateralidade. [Será] todo mundo junto. Vamos puxar uma solução e caminhar juntos". Sendo assim, a expectativa é de que o projeto seja concluído logo para ser enviado para o Executivo.

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

Compartilhe

Comentários