Salário mínimo pode ser de R$ 1.088 em 2021, segundo o governo

Foi enviada ao Congresso uma proposta do governo que estimava o salário mínimo de 2021 no valor de R$ 1.088, considerando a inflação e sem ganhos reais.

salário mínimo: a imagem mostra várias notas de dinheiro espalhadas

O valor ainda pode variar. - Foto: Concursos no Brasil

A nova estimativa do governo federal para o salário mínimo é de R$ 1.088 em 2021. A previsão foi entregue ao Congresso Nacional levando em consideração os cálculos do Ministério da Economia para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 4,11%. Dessa forma, é possível chegar a um reajuste do valor. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.045, no entanto, a projeção para o próximo ano não mostra um aumento real.

Anteriormente, foram calculados outros valores para o salário mínimo. A primeira estimativa, lançada na Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), era de R$ 1.079, mas acabou sendo modificada por causa do aumento na inflação. De acordo com o site Tudo Bahia, houveram outras quatro projeções para o piso e a mais recente chegava a R$ 1.093. Agora, o valor foi reduzido novamente.

Por enquanto, o salário mínimo é apenas uma previsão e só será confirmado em janeiro de 2021 quando os dados de 2020 forem consolidados. No documento, também havia projeções para dois anos à frente, analisando possíveis valores da inflação:

  • 2022: piso de R$ 1.123;
  • 2023: piso de R$ 1.163.

Cálculo do salário mínimo

Em 2004 foi firmada a regra de calcular o reajuste do piso salarial nacional de acordo com a inflação do ano anterior. Depois, de 2007 a 2019, foi criado um adicional de crescimento do PIB de dois anos antes. Assim, o salário mínimo era a soma do valor vigente com a porcentagem inflacionária mais a diferença do PIB.

No entanto, para 2020 foi utilizada apenas a inflação, chegando ao valor de R$ 1.045. Provavelmente, o ano de 2021 seguirá o mesmo modelo e não terá ganho real, ou seja, acima do inflacionado. Os cálculos também levam em consideração os preços gastos pelas famílias em áreas urbanas. Assim, é possível chegar a uma variável que permitirá aos brasileiros manterem seu poder de compra mesmo com a alta nos custos dos produtos.

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

Compartilhe

Especial Auxílio Emergencial

Veja mais »