Secretário de Guedes: temos uma melhora significativa nas contratações

Bruno Bianco apontou um cenário otimista para o mercado de trabalho nos próximos meses com aumento nas contratações.

Secretário de Guedes: temos uma melhora significativa nas contratações, carteira de trabalho

Secretário demonstra otimismo com geração de empregos. - Foto: Wikimedia Commons

Nesta terça-feira (28/07), o Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, que responde diretamente ao ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o mercado de trabalho está se recuperando e que houve uma melhora significativa nas contratações mesmo que a pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) não tenha terminado.

A fala sobre as contratações ocorreu quando ele foi questionado sobre a recuperação econômica em “V”, a melhor possível em um cenário de crise, prevista por Guedes. "Não dá para cravar ainda que a retomada será em 'V', mas temos indícios claros de que retomamos, haja vista que temos uma melhora significativa nas contratações", comentou.

O secretário aproveitou para justificar sua frase utilizando o levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que saiu no mesmo dia, um pouco mais cedo. Segundo o Caged, 10.948 vagas de carteira assinada foram fechadas em junho. Apesar do desempenho negativo, os números foram melhores que abril e maio com 918.286 e 350.303 vagas encerradas, respectivamente.

Ainda de acordo com o Caged, 1,2 milhão de empregos deixaram de existir no primeiro semestre de 2020. Por outro lado, o mês de junho teve um aumento de 24% nas contratações se comparado a maio.

CNI aponta que Brasil é pouco competitivo

Para que os empregos voltem a ser gerados, é preciso que a economia brasileira volte a se aquecer. Mas, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil é o penúltimo colocado no ranking de competitividade que foi divulgado, nesta quarta-feira (29/07).

O levantamento é feito utilizando 18 economias que possuem semelhanças a do Brasil. Entre todos os participantes, o Brasil só está na frente da Argentina, que no momento, passa por uma grande crise econômica com dívidas públicas que fizeram o governo ter que pedir empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e negociar com credores.

O ranking da CNI utiliza 61 variáveis diferentes como parâmetros de classificação. Com isso, a Coreia do Sul, o Canadá e a Austrália são, respectivamente, os mais competitivos.

A taxa de juros a curto prazo no Brasil (8,8%) e o spread da taxa de juros de 32,2%, segundo a CNI, são os principais vilões da competitividade no país. De todas as variáveis, o melhor posicionamento brasileiro é em inovação e tecnologia, um modesto oitavo lugar.

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