Secretários do governo defendem contratações temporárias

Paulo Uebel e Wagner Lenhart deram declarações a favor das contratações temporárias como forma de flexibilizar e modernizar a administração pública.

Secretários do governo defendem contratações temporárias: fachada do Ministério da Economia

Os secretários apoiam processos seletivos para temporários. - Foto: Senado Federal

Na semana passada o Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, afirmou que os concursos serão mantidos. Contudo, ele acredita que contratações temporárias são uma solução melhor para projetos de curto e médio prazos. Uebel afirmou que “a permanência por tempo indeterminado é fundamental para atividades estratégicas e permanentes, mas não faz sentido para tantas outras”.

Segundo ele, “hoje, um servidor efetivo — que presta concurso e ingressa nos quadros da administração pública — permanece, em média, 60 anos na folha de pagamento da União, considerando período de atividade, inatividade e pensão”. O secretário acredita que “A contratação temporária traz eficiência, racionalidade e flexibilidade para a administração”. Sendo assim, contratações efetivas não fazem sentido para demandas rápidas.

O Secretário de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, concorda que “se a administração pública tem uma necessidade que durará três anos, uma demanda pontual ou um projeto com início, meio e fim, não parece razoável suprir a demanda de pessoal com um profissional que ficará 60 anos vinculado ao serviço público”.

No discurso feito ao Correio Braziliense, os dois secretários apoiaram a transformação da Medida Provisória 922/2020 em lei. A medida provisória autoriza a contratação temporária de servidores para órgãos públicos. De acordo com eles, mudança da MP irá promover:

  • “Alinhamento com as melhores práticas globais”;
  • “Foco na entrega de resultados e na prestação de serviço”;
  • “Espaço para a valorização do servidor efetivo”;
  • “Oxigenação da administração pública”;
  • “Compromisso com a responsabilidade fiscal e com as futuras gerações”;
  • “Possibilidade de contratação por tempo determinado de servidores aposentados, utilizando a experiência e o conhecimento dessa força de trabalho”.

“Queremos transformar a relação do Estado com o cidadão. Queremos um Estado ágil, moderno e dedicado aos brasileiros. É isso que a MP 922 ajuda a construir e é por isso que ela merece ser convertida em lei, com a participação e o aperfeiçoamento do Congresso Nacional”, pontuaram.

Uebel e Lenhart defendem a ideia de que algumas atividades estão deixando de ser necessárias e é preciso acompanhar essas transformações. “Nesse mundo, organizações de sucesso, públicas ou privadas, precisam ser ágeis e flexíveis. Não é diferente com a administração pública federal", afirmaram.

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Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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