Senadora defende criação do CadÚnico digital

Segundo parlamentar, a criação do CadÚnico digital melhoraria a vida de quem depende de programas sociais do governo.

A Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu, durante uma sessão da Comissão da COVID-19 no Senado, a criação do CadÚnico digital. Para ela, a ferramenta facilitaria não só a situação das famílias como também a organização de dados do governo.

A parlamentar justificou sua ideia ao falar sobre a pandemia provocada pelo novo coronavírus e como ela afetou o país, principalmente os mais pobres. Segundo ela, um cadastro digital evitaria o alto número de fraudes constatado durante os pedidos do auxílio emergencial e ajudariam em uma possível sistematização de programas sociais.

“Caso tivéssemos um cadastro único nacional, em momentos de calamidade pública como o que vivemos, agilizaria a localização do público exato dos auxílios, evitando-se fraudes”, disse a Senadora durante a sessão.

Criação do CadÚnico digital precisa de apoio de outras autoridades

Para seguir com sua ideia, ela chegou a propor uma audiência com autoridades como o Secretário Especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto e Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Por fim, ela reforçou que a implantação do registro na forma digital é um tema urgente e que afeta milhões de brasileiros. A mesma citou que quase um quarto da população era de brasileiros em situação vulnerável.

O que é o CadÚnico

O Cadastro Único, conhecido também como CadÚnico, foi criado pelo Governo Federal para fornecer dados sobre as famílias brasileiras de baixa renda. Entre as informações do registro estão a sua forma de moradia, constituição familiar, programas sociais que elas fazem parte ou que precisam ser incluídas, entre outros dados.

Por conta disso, o CadÚnico é usado também como a principal ferramenta de acesso aos programas do governo como o Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e o Minha Casa, Minha Vida. O Cadastro ainda serve como referência para se solicitar isenções em concursos públicos.

Recentemente, o registro foi usado também como critério para que o beneficiário pudesse ou não receber o auxílio emergencial. Se a pessoa fizesse parte do registro, ela automaticamente estava inclusa no benefício já que era considerada como pessoa socioeconomicamente vulnerável.

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