Servidor não deve pedir aumento por um ano e meio, diz Paulo Guedes

Para ministro da Economia, Paulo Guedes, o servidor público federal precisa fazer sacrifício e não pedir aumento por um ano e meio.

Ministro da Economia Paulo Guedes: com terno e gravata azul escuro sentado e olhando para o lado usando óculos

Ministro da Economia defende que servidores federais façam "sacrifício" e não peçam reajuste salarial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na segunda-feira, dia 27 de abril, após uma reunião com outros ministros no Palácio do Alvorada, que este é o momento propício para que os servidores públicos federais se sacrifiquem e não peçam reajuste salarial no próximo um ano e meio.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou que os funcionários públicos devem mostrar que “estão com o Brasil”, colaborando com o enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

“É claro que o mundo inteiro está gastando mais agora por causa da crise, então nós também temos que gastar mais. Só que é um ano excepcional, extraordinário”, acrescentou.

O chefe da equipe econômica foi além e observou que não seria adequado os servidores ficarem em casa durante o isolamento social, com as suas geladeiras cheias, apenas observando a crise, "enquanto milhões de brasileiros estão perdendo emprego".

"Ninguém tira salário"

Guedes deixou bem claro mais uma vez que o Bolsonaro lhe deu carta branca para administrar a crise da melhor forma possível, mantendo o objetivo principal que é o de "preservar vidas e preservar empregos". 

"Não, eles vão colaborar. Vão também ficar sem pedir aumento por algum tempo. Ninguém vai tirar, e o presidente disse 'ninguém tira direito, ninguém tira salário, ninguém encosta em nenhum direito que existe hoje'. Mas, por atenção aos brasileiros, para nos ajudar no combate a esta crise, não peçam aumento por um ano e meio, contribuam com o Brasil".

Nesta semana, o Senado Federal deverá aprovar um novo programa de incentivo financeiro para socorrer aos estados e municípios.

Mas, em troca, o governo pretende ver aprovada no Congresso a proposta de suspensão de aumento salarial dos servidores por um ano e meio.

Redução do salário na iniciativa privada

Até o momento, não há uma atitude concreta vinda do executivo, legislativo ou judiciário no que diga respeito à redução de salário do funcionalismo público.

Para os trabalhadores da iniciativa privada, essa possibilidade já se vem se tornando realidade, graças a uma medida provisória publicada pelo presidente. De acordo com a chamada "MP do trabalho", as empresas serão autorizadas a cortar mais de 70% do salário ou suspender contrato de trabalhadores com carteira assinada. 

Com isso, o governo federal visa diminuir os efeitos econômicos provenientes da pandemia no lado dos empresários e empregadores. Assim, o mercado de trabalho ganhará um fôlego para se reestruturar.

A União ficará responsável por pagar parte da remuneração ou, em alguns casos, a sua totalidade. Essa MP irá vigorar pelo prazo de 90 dias.

Na área pública, o assunto ainda não encontra unanimidade, havendo decisões isoladas de alguns gestores públicos, a exemplo de prefeitos de determinados municípios, que decidiram reduzir seus próprios salários e os de seus secretários, entre outras iniciativas.

Estimativas apontam que, se os vencimentos do funcionalismo tivessem, por um período de três meses, uma redução de 25%, resultaria em uma economia de aproximadamente R$ 6,4 bilhões.

Alberto Vicente
Redator
Formado em Letras pela UEFS, colabora com o time Concursos no Brasil desde 2011, produzindo conteúdos sob medida para os seus leitores. Começou a escrever textos para a internet no ano de 1997 e não parou mais.

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