Sucessor do auxílio emergencial pode ter parcelas acima de R$ 170

Guedes disse que o auxílio emergencial deve ser substituído por um programa mais sustentável. A ideia é de criar o Renda Brasil ou reformular o Bolsa Família.

Sucessor do auxílio emergencial: texto "novo auxílio emergencial" em destaque. No fundo, cédulas de dinheiro

A ideia seria fortalecer o próprio Bolsa Família ou finalmente colocar o Renda Brasil em prática. - Foto: Pixabay / montagem Concursos no Brasil

Caso o governo não aprove outra prorrogação, o auxílio emergencial de 2021 será composto por apenas quatro repasses. A primeira parcela já foi paga para os beneficiários, sendo que a segunda deverá ser transferida a partir do dia 16 de maio. Em audiência pública, o ministro Paulo Guedes informou que, após o fim do auxílio emergencial, será necessário implementar um programa social mais “sustentável”.

A ideia seria fortalecer o próprio Bolsa Família ou finalmente colocar o Renda Brasil em prática. No entanto, vale lembrar que esse último projeto já havia sido rejeitado pelo presidente Jair Bolsonaro no de 2020. Guedes, para ambas as hipóteses, defendeu que as parcelas mensais fiquem acima de R$ 170. “Mas talvez não sei se vamos chegar aos 600 (reais)”, disse em audiência da Câmara dos Deputados.

O que vem depois do auxílio emergencial? Renda Brasil ou novo Bolsa Família?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já sinalizou inúmeras vezes a sua vontade de implementar o Renda Brasil. Esse novo projeto social seria uma espécie de substituto do Bolsa Família e sucessor do auxílio emergencial. No entanto, Bolsonaro se mostrou desfavorável à proposta e, desde o ano passado, afirmou que não pretende levá-la adiante.

A hipótese mais viável diz respeito à reformulação do próprio Bolsa Família. Até porque o ministro da Cidadania, João Roma, já informou que existem estudos para turbinar o programa a partir do segundo semestre de 2021. As mudanças seriam implementadas após o fim do auxílio emergencial, que está previsto para acabar entre os meses de julho e agosto.

"Estamos, sim, estudando uma reestruturação do programa para que, já no mês de agosto, após a última parcela do auxílio, beneficiários do Bolsa Família possam encontrar um programa mais robusto. Que possa, de fato, servir como um caminho intermediário na saída do auxílio para retomada, inclusive, do crescimento econômico brasileiro e avançar com essa rede de proteção", explicou João Roma.

Confira as mudanças que podem ser incluídas no novo Bolsa Família:

  • Aumento no valor médio das parcelas;
  • Inclusão de 300 mil novas unidades familiares nos cadastros do Bolsa Família;
  • Auxílio-creche mensal de R$ 52 por criança;
  • Prêmio anual de R$ 200 para estudantes com os melhores desempenhos;
  • Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para os estudantes que se destacarem nos setores esportivos e de C&T (Ciência e Tecnologia);
  • Auxílio-creche mensal de R$ 200 para as mães beneficiárias do programa.
Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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