Taxa de desemprego supera 13% segundo dados do IBGE

O número de pessoas desempregadas no Brasil está acima de 13% desde o início da pandemia e a tendência é continuar crescendo com o fim do distanciamento social.

Novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua COVID-19 (PNAD COVID-19), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o desemprego no Brasil subiu para 13,1% no último mês de pandemia. O levantamento foi feito no período de 05 a 11 de julho de 2020. A pesquisa anterior, entre 28 de junho a 04 de julho, indicava que 12,3% da população estava desempregada.

Nesta quinta-feira (6), o IBGE publicou também a PNAD Contínua, realizada por trimestre desde 2012, com dados de abril a junho. As estatísticas mostram que a taxa de desemprego geral entre pessoas a partir de 14 anos é de 13,3%.

Até o trimestre anterior, 53,5% da população brasileira em idade para trabalhar estava devidamente ocupada. Esse número caiu para 47,9%, sendo a menor taxa de ocupação que a pesquisa já teve. Nesse cálculo são consideradas apenas as pessoas desempregadas, ou seja, aquelas que procuram um emprego, mas não acham. Já os que desistem ou param de procurar são considerados desocupados e não entram na estatística.

Já o rendimento médio mensal foi estimado em R$ 2.500. Sendo assim, nota-se um aumento em relação aos meses de janeiro, fevereiro e maio, bem como quando comparado com o mesmo período de 2019.

Desemprego por estado

Os cinco estados com maior taxa de desemprego durante a pandemia estão nas regiões Norte e Nordeste do país. São eles:

  • Amapá: 17,6%;
  • Alagoas: 15,3%;
  • Amazonas: 15,1%;
  • Bahia: 14,9%;
  • Acre: 14,2%.

Já os estados que possuem as menores taxas são:

  • Santa Catarina: 8,6%;
  • Piauí: 9,1%;
  • Rondônia: 9,1%;
  • Sergipe: 9,4%;
  • Rio Grande do Sul: 9,7%.

Estima-se que em todo o Brasil cerca de 8,9 milhões de empregos foram perdidos por causa da pandemia de coronavírus. De acordo com especialistas, a tendência é aumentar de acordo com que o distanciamento social for se flexibilizando. Isso porque mais pessoas sairão de casa em busca de um trabalho, no entanto será ainda mais difícil de encontrar.

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