TCU revisará lista dos beneficiários do auxílio emergencial

Última auditoria apontou que R$ 42 bilhões foram pagos de forma indevida. Revisão dos beneficiários do auxílio emergencial poderá ser feita em outubro.

Nesta quarta-feira (09/09), o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou que deverá começar a revisar a lista de beneficiários do auxílio emergencial a partir do mês de outubro. O principal objetivo é investigar possíveis irregularidades e fraudes cometidas por quem solicitou os R$ 600,00.

Apesar do anúncio ser feito, é bom ter em mente que não necessariamente o órgão conseguirá cumprir com o prazo estipulado. No mês de agosto, o TCU havia comunicado que a revisão iria começar a ser feita em setembro.

No entanto, todos os trâmites foram impedidos a pedido do Ministério da Cidadania. A pasta alegou que não conseguiria entregar os dados e informações ao TCU dentro do prazo estipulado inicialmente. Sendo assim, solicitou-se que, para ter condições de começar o recadastramento em tempo hábil, a revisão ocorresse em outubro.

Motivos da revisão mensal

Conforme a última revisão feita pelo TCU, chegou-se ao resultado de que R$ 42 bilhões foram pagos indevidamente. Ou seja, quem recebeu o dinheiro não cumpria com os requisitos ou fraudou os dados durante a solicitação.

Para se ter ideia, por mês, o governo gasta cerca de R$ 51 bilhões com os benefícios. Isso quer dizer que, as fraudes e demais irregularidades somadas são equivalentes a quase uma parcela inteira do auxílio emergencial.

O objetivo do TCU ao fazer uma revisão mensal é sempre manter o cadastro dos beneficiários o mais atualizado possível. Entre os exemplos citados pelo órgão estava, por exemplo, o caso de alguém que conseguiu um emprego formal e assim, não precisa mais do benefício.

Governo anuncia prorrogação do auxílio

O governo anunciou no dia 01 de setembro que o auxílio emergencial será prorrogado até o final do ano. Portanto, serão mais quatro parcelas, porém com valores de R$ 300,00.

Apesar disso, a MP 1000/2020, que trata sobre a prorrogação do benefício, poderá ser modificada. Senadores e deputados enviaram, ao todo, 262 sugestões de mudança ao texto original. Entre as modificações que mais chamam a atenção estão os pedidos para que o benefício continue sendo de R$ 600,00.

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