Um terço da população brasileira recebeu auxílio emergencial em 2020

Conforme relatório do Ministério da Cidadania, cerca de 67,9 milhões de pessoas haviam garantido as parcelas até o dia 14 de dezembro de 2020. Saiba mais.

Na última segunda-feira (08/03), o Ministério da Cidadania divulgou relatório com o perfil dos beneficiários do auxílio emergencial de 2020. O documento, que corresponde ao terceiro volume da série “De Olho na Cidadania”, reúne inúmeras informações sobre os cidadãos que receberam os pagamentos.

De acordo com os dados organizados, cerca de 67,9 milhões de pessoas haviam garantido as parcelas até o dia 14 de dezembro de 2020. Esse montante representa um terço da população brasileira, estimada em 211,75 milhões de habitantes em 2020 (IBGE). Ao todo, o governo brasileiro fornece aproximadamente R$ 294 bilhões para amparar aqueles que estavam em situação hipossuficiência financeira.

“O documento traz a análise dos registros administrativos do auxílio emergencial, destacando os três públicos: aqueles que estavam no Cadastro Único e eram beneficiários do Bolsa Família, aqueles que estavam no Cadastro Único, mas não eram beneficiários do Bolsa, e aqueles que passaram a ser beneficiários do auxílio emergencial e que fizeram a solicitação via aplicativo da Caixa Econômica Federal”, explicou uma das autoras do relatório, Raquel Freitas.

Perfil dos beneficiários do auxílio emergencial 2020

A partir de cruzamentos de dados, o relatório reuniu informações sobre a abrangência do auxílio emergencial até 14 de dezembro de 2020. Confira os destaques do documento:

  • Grupo com maior número de cadastros no auxílio emergencial (44%): beneficiários com idade entre 18 e 34 anos;
  • 55% do público incluído no CadÚnico é composto por mulheres;
  • Em solicitações por aplicativo, a maioria foi masculina (57%);
  • 38,2 milhões de pessoas não estavam inscritas no CadÚnico antes da pandemia. Isso representa 56% do total de beneficiários;
  • 19,2 milhões de pessoas já estavam inscritas no programa Bolsa Família. Isso representa 16% do total de beneficiários;
  • Nas regiões Norte e Nordeste, os beneficiários diretos representaram 38% da população total;
  • Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal foram os estados com menor cobertura em termos de populacionais;
  • Os beneficiários já inscritos no Cadastro Único somavam 9% da população das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de 22% das regiões Norte e Nordeste.

“Essa publicação é um esforço de construção e análise dos dados do Auxílio Emergencial e, como resultado, podemos conhecer um pouco mais o perfil dos beneficiários diretos, especialmente daqueles que não estavam no Cadastro Único antes da pandemia. É importante destacar que este público representa 56% de todos os beneficiários do Auxílio”, afirmou Raquel Freitas.

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