Qual é o VALOR do auxílio emergencial 2021? Saiba os detalhes

O valor do auxílio emergencial 2021 será variável, conforme anunciado por Paulo Guedes. Tudo vai depender das composições familiares dos beneficiários. Confira.

Valor do auxílio emergencial 2021: mão segurando celular. Na tela do aparelho, é possível ver a página do auxílio emergencial

Parcelas vão variar entre R$ 150 e R$ 375. - Foto: Concursos no Brasil

A Medida Provisória 1.039 que regula as novas parcelas já foi publicada no Diário Oficial da União com todos os critérios do benefício. O documento confirma os detalhes sobre o valor do auxílio emergencial 2021 que haviam sido informados por Paulo Guedes. O texto define os repasses R$ 250 mensais e duas variações de acordo com as composições familiares.

Isso quer dizer que as mães provedoras do lar vão receber pagamentos maiores, de R$ 375, enquanto aqueles que moram sozinhos terão direito às parcelas previstas de R$ 150. Além do mais, a nova rodada do programa será limitada a um benefício mensal por grupo familiar, diferentemente de 2020, quando foi possível acumular duas cotas.

Valor do auxílio emergencial 2021 será variável

A nova rodada de pagamentos vai implementar faixas distintas de valores já previstos pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Assim sendo, os repasses serão organizados de acordo com as composições familiares dos beneficiários. Confira a relação de quantias previstas:

  • Valor do auxílio emergencial de R$ 150: para pessoas economicamente vulneráveis, desde que não tenham filhos e dependentes;
  • Parcelas de até R$ 375: destinadas para as mulheres chefes de família. Em 2020, esse público recebeu pagamentos dobrados, ou seja, R$ 1.200 nos primeiros meses e R$ 600 nas parcelas residuais;
  • Pagamentos médios de R$ 250: esse valor será mensalmente transferido para os demais beneficiários do auxílio emergencial 2021.

A primeira parcela do auxílio emergencial 2021, de início, será transferida para os trabalhadores inscritos no CadÚnico, seguidos dos informais que se cadastraram no aplicativo da Caixa e, por último, para os beneficiários do Bolsa Família. Ao que tudo indica, o governo pretende conceder quatro pagamentos até o mês de julho de 2021. 

Como o auxílio emergencial foi pago anteriormente

O auxílio emergencial foi implementado em março de 2020, com o propósito de amparar os brasileiros durante as crises ocasionadas pela pandemia. Desde sua aprovação, o governo pretendia liberar apenas três parcelas de R$ 600 aos inscritos no CadÚnico, desempregados, MEIs, autônomos e trabalhadores informais. As mães chefes de família tinham o direito de receber cotas mensais de R$ 1.200.

Após pressões internas e externas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o programa seria estendido para mais duas parcelas com o mesmo valor (quarta e quinta). A medida não se mostrou suficiente para os parlamentares e, por isso, os estudos foram elaborados para que os pagamentos pudessem ser transferidos até o final de 2020.

O chefe do Executivo, dessa maneira, aprovou o auxílio residual com parcelas de R$ 300 ou R$ 600 para mães chefes da família. Com novos critérios, essa prorrogação ficou vigente até o mês de dezembro de 2020. Aproximadamente 66,4 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa e, ao que tudo indicava, o auxílio emergencial não seria mais concedido a partir de 2021.

No entanto, as crises continuaram impactando o país nos primeiros meses deste ano. Diversos parlamentares expuseram a necessidade de retomar o programa ao longo do primeiro semestre de 2021. Com isso, estudos foram novamente elaborados para que o auxílio emergencial recebesse orçamento extraordinário.

Ou seja, montante fora do teto de gastos e incluso em proposta de emenda à Constituição (PEC 186/2019). Agora, com as MPs publicadas, os pagamentos devem ter início em abril de 2021.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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