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01

(Quadrix - 2018 - Prefeitura de Cristalina - GO - Auxiliar de Serviços Gerais) - Texto para a questão.

A sociedade tolera cada vez menos condutas inadequadas na prestação de serviços. Por isso, o servidor deve buscar conhecimento para seu próprio desenvolvimento, contribuindo de forma responsável em busca de atualização, flexibilidade para mudar hábitos e habilidade para lidar com usuários. O patrimônio mais importante para as organizações públicas é o relacionamento com o cidadão‐usuário e a credibilidade, confiabilidade e transparência junto à sociedade. A postura ética e profissional é fator primordial na qualidade do atendimento, seja ele presencial, por telefone ou virtual.

Internet: <www;vitoria.es.gov>.

Quanto à ortografia das palavras empregadas no texto, assinale a alternativa que apresenta a separação silábica correta.

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
  5. e
Código da questão
Q60199Ca
02

(IBGE- Agente de pesquisa e mapeamento-2021)- Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.

Depreende-se do texto 1A1-I que um dos motivos que levou à escrita desse livro foi o fato de que

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
  5. e
Código da questão
Q61454Ca
03

(FUNCERN - 2019 - Prefeitura de Jardim de Piranhas - RN - Agente Administrativo) - Lei anticanudo: engodo que não salvará os oceanos

Alexander Turra

A cidade de São Paulo, seguindo um movimento recente, está propondo uma lei proibindo a fabricação, comercialização e oferta de canudos plásticos. Essa onda, literalmente, é motivada pelo fato de os canudos estarem associados a imagens marcantes de degradação dos oceanos, problema que o banimento “pretende” solucionar.

De fato, canudos e outros itens de uso único têm sido questionados quanto ao antagonismo entre seu uso efêmero, muitas vezes virando resíduos após poucos minutos, e o longo tempo que permanecem no ambiente, dada sua baixa capacidade de degradação, porém grande capacidade de ser reciclado. Esses itens podem ser considerados uma conveniência inconveniente. Apesar da praticidade que proporcionam, aumentam a quantidade de resíduos destinados aos aterros e causam problemas ambientais quando descartados incorretamente.

Mas será que o banimento dos canudos é a solução para esses problemas, em especial para o lixo no mar? Essa política pública pode soar assertiva, mas esconde peculiaridades que não podem ser desconsideradas.

O banimento, diferentemente de campanhas de conscientização, não cria o nexo entre o não uso do canudo e seu eventual benefício ambiental. Um exemplo: após o banimento dos canudos na cidade do Rio de Janeiro, a água de coco passou a ser servida em copos plásticos igualmente de uso único.

É necessário educar a população para tomar decisões autônomas e ambientalmente adequadas, pois a escolha de usar ou não um canudo não é a única que ela terá que fazer. As campanhas contra os canudos, ainda que esse item seja icônico, podem ser inócuas. O combate ao lixo no mar deve promover uma discussão mais abrangente sobre as variadas fontes e as diferentes estratégias para combatê-lo, não somente banimento.

Ainda que qualquer redução da entrada de lixo no mar seja relevante, os canudos representam apenas 2,6% dos itens coletados em praias de São Paulo pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo. Uma das principais causas do lixo no mar é a ocupação irregular, problema socioambiental associado à pobreza, ordenamento territorial e falta de saneamento básico. Esse cenário afeta todo o território nacional, em especial a cidade de São Paulo.

O banimento baseia-se no pressuposto de que o canudo tem o ambiente como destino, não encontrando um sistema adequado de coleta e destinação de resíduos sólidos. Isso deveria ser garantido pelos municípios, com a coleta seletiva, a reciclagem e a economia circular, impedindo a contaminação ambiental.

Não é lógico investir no banimento dos canudos sem atuar de forma mais abrangente e sistêmica em três frentes para combater as principais fontes de lixo para o mar: educação ambiental, gestão de resíduos e ordenamento territorial. Por outro lado, caso o banimento dos canudos seja colocado em prática, deve-se cobrar coerência dos tomadores de decisão quanto a outros itens de uso único e efêmero que são mais abundantes nas ruas e no mar, como as bitucas de cigarro. Deve-se também proibir a produção, a venda e o uso de cigarros na cidade. Mas nesse caso a conveniência não parece ser conveniente, a coerência um tanto quanto incoerente e o banimento dos canudos uma cortina de fumaça aparente.

Disponível em:<www1.folha.uol.com.br> . Acesso em: 16 mar. 2019.

Sobre a organização dos parágrafos, é correto afirmar:

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
Código da questão
Q55954Ca
04

(IDIB - 2020 - Câmara de Mamanguape - PB - Agente Administrativo) - Levando em consideração a estrutura do padrão ofício, assinale a alternativa que indica o elemento que não deve aparecer nesse documento oficial.

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
Código da questão
Q60928Ca
05

(ACAPLAM - 2014 - Prefeitura de Macau - RN - Merendeira) - A questão refere-se ao texto seguinte:

Formas do nu

O homem é o animal

mais vestido e calçado.

Primeiro, a pano e feltro,

se isola do ar abraço.

Depois, a pedra e cal,

de paredes trajado,

se defende do abismo

horizontal do espaço.

Para evitar a terra

calça nos pés sapatos,

nos sapatos, tapetes,

e, nos tapetes, soalhos.

Calça as ruas: e, como

não pode todo o mato,

para andar nele estende

passadeiras de asfalto.

MELO NETO, João Cabral de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Sabiá, 1964.

Entre as alternativas abaixo, indique aquela que resume o tema principal do poema:

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
  5. e
Código da questão
Q57698Ca
06

(MPE-GO - 2018 - MPE-GO - Secretário Auxiliar) - Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.

___________ situações delicadas envolvendo a situação carcerária no Brasil. Esse assunto chega ________ autoridades para tomarem ______ providências cabíveis, mas quase sempre não é tratado com a devida prioridade.

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
  5. e
Código da questão
Q56676Ca
07

(VUNESP - 2018 - Prefeitura de Buritizal - SP - Agente Comunitário de Saúde) - Leia o texto para responder a questão.

Sons que confortam

Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.
Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.
Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.
O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.
O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama.
Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.
O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza. O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular. A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho. O sinal da hora do recreio. A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume. O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar. E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.
(Martha Medeiros. Felicidade Crônica.Porto Alegre: L&PM, 2014)
Considerando o trecho da crônica, “A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.”, a autora exprime a necessidade de as pessoas serem mais

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
  5. e
Código da questão
Q54783Ca
08

 (CESPE - 2019 - PRF - Policial Rodoviário Federal) 

1 As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se
intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos
seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do
4 calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens em
uma relação de dependência com a natureza, pois no
mundo natural estão os elementos que serão utilizados para
7 atendê-las.
Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos
que quase tudo que vemos existe em razão de atividades do
10 trabalho humano. Os processos de produção dos objetos
que nos cercam movimentam relações diversas entre os
indivíduos, assim como a organização do trabalho
13 alterou-se bastante entre diferentes sociedades e momentos
da história.
De acordo com o cientista social norte-americano
16 Marshall Sahlins, nas sociedades tribais, o trabalho
geralmente não tem a mesma concepção que vigora nas
sociedades industrializadas. Naquelas, o trabalho está
19 integrado a outras dimensões da sociabilidade — festas,
ritos, artes, mitos etc. —, não representando, assim, um
mundo à parte.
22 Nas sociedades tribais, o trabalho está em tudo, e
praticamente todos trabalham. Sahlins propôs que tais
sociedades fossem conhecidas como “sociedades de
abundância” ou “sociedades do lazer”, pelo fato de que
nelas a satisfação das necessidades básicas sociais e
materiais se dá plenamente.
Thiago de Mello. Trabalho. Internet: <educacao.globo.com> (com adaptações)

Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado.

Conclui-se do texto que, devido à abundância de recursos, nas sociedades tribais os indivíduos não têm necessidade de separar as práticas laborais das outras atividades sociais.

  1. a
  2. b
Código da questão
Q61004Ca
09

(VUNESP - soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo) - 

Atitude

Durante uma bebida de chá no entardecer do dia, Tao pergunta para o seu mestre: — Mestre, o que há dentro de todos nós que nos permite fazer certas escolhas na vida?

O mestre fala: — Somos como essas duas xícaras, uma delas é o amor e a outra é o ódio, ambas vivem dentro de nós.

Tao fala: — Como elas movem nossas escolhas?

O mestre fala: — Pela quantidade de chá que vertemos nelas.

(Stefan Tojo. www.minicontos.com.br. Adaptado)

Do ensinamento do mestre, depreende-se, corretamente, que

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
Código da questão
Q57960Ca
10

(Encceja-2019 Prova I - Manhã) - Menina Thayara conta mitos indígenas em escolas públicas de Manaus

Curitibana e neta de índios guaranis, a menina vive atualmente em Manaus, onde se diverte narrando histórias em escolas públicas. Mas as apresentações têm uma pitada especial. Honrando o sangue de seus ancestrais, Thayara mostra a magia das lendas e dos mitos indígenas para as crianças da Amazônia.
[...]

No trecho “Mas as apresentações têm uma pitada especial”, o conectivo mas tem a função de:

  1. a
  2. b
  3. c
  4. d
Código da questão
Q61218Ca

Especial Concurso BB

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