Concurso SED - MS 2018: Edital para Professores; 1.000 VAGAS!

Concurso SED - MS 2018 (Secretaria da Educação do Mato Grosso do Sul) tem edital republicado. São 1.000 vagas para Professor e remuneração de até R$ 3.166,49.

A Secretaria da Educação do Estado do Mato Grosso do Sul (SED - MS) republicou o edital n° 01/2018 - SAD/SED/MAG, para provimento de cargos na área da Educação. Conforme anunciamos, o concurso SED - MS  2018 será executado pela FUNRIO, a mesma organizadora que realizar o concurso para a área de Apoio Educacional, também aberto.

Vagas

São no total 1.000 vagas para Professor (Profissional da Educação Básica), distribuídas para as seguintes áreas de conhecimento/ disciplina: Arte; Ciências da Natureza - Biologia; Educação Física; Filosofia; Física; Geografia; História; Língua Estrangeira Moderna - Inglês; Língua Portuguesa/Literatura; Matemática; Química; e Sociologia.

Os contratados deverão ter, no mínim0, licenciatura plena na área pretendida, devendo cumprir jornada de trabalho são de 20 horas semanais.

De acordo com o edital republicado, os docentes terão direito a remuneração de R$ 2.878,63, se ingressarem com habilitação específica de nível superior. Porém, se ingressarem com habilitação específica de Pós-Graduação obtida em curso com duração mínima de 360 horas, receberão inicialmente R$ 3.070,54, e, se possuírem habilitação obtida em curso de Mestrado, perceberão o valor mensal de R$ 3.166,49.

Atribuições 

São atribuições do cargo de Professor: Atuar na Educação Básica nos níveis de Ensino Fundamental, ou de Ensino Médio; planejar e ministrar as aulas em conformidade com os Referenciais Curriculares da Rede Estadual de Ensino, o Projeto Político Pedagógico da unidade escolar e legislação inerente ao exercício do cargo/função; diagnosticar as dificuldades de aprendizagem dos educandos e propor estratégias de melhorias; avaliar o desempenho dos estudantes por meio de estratégias e instrumentos, com intuito de melhorar a aprendizagem; contribuir para a elevação dos níveis da qualidade do ensino ofertado na unidade escolar da Rede Estadual de Ensino; colaborar com as atividades da escola em articulação com as famílias e com a comunidade; participar das formações continuadas ofertadas pela unidade escolar e pela Secretaria de Estado de Educação.

Inscrição 

Os interessados em participar da seleção poderão efetuar as inscrições via internet, até 23h59min do dia 04 de novembro de 2018, no endereço eletrônico: www.funrio.org.br.

Haverá cobrança de taxa de inscrição no valor de R$ 216,16 e os candidatos que forem pleitear isenção deve conferir as normas presentes no edital.

Seleção 

O concurso será composto pelas seguintes fases:

  1. Prova escrita objetiva, de caráter eliminatório e classificatório;
  2. Prova escrita discursiva, de caráter eliminatório e classificatório;
  3. Prova de Títulos, de caráter classificatório.

A aplicação da prova escrita objetiva está prevista para ser aplicada no dia 16 de dezembro de 2018, nos municípios de Dourados e Campo Grande, em locais específicos e horários a serem comunicados posteriormente.

A avaliação terá duração de quatro horas, composta por 80 questões de múltipla escolha de Língua Portuguesa, Conhecimentos Pedagógicos e Metodológicos e Conhecimentos Específicos.

Competências básicas do Professor

São competências básicas para o exercício do referido cargo: Ter domínio dos conhecimentos da área de atuação; estimular o aluno à aprendizagem contínua; estimular a participação do aluno nas atividades em sala de aula; garantir o desenvolvimento do conteúdo da disciplina; proporcionar um ambiente saudável que possibilite o aprendizado; estar em contínuo aperfeiçoamento; manter postura ética; expressar-se com clareza; administrar conflitos.

Requisitos para o cargo

Para investir no cargo, o candidato deve obedecer alguns requisitos, tais como: ter sido aprovado no concurso SED MS 2018, dentro do quantitativo de vagas oferecidas, por cargo e área de conhecimento/componente curricular/disciplina; ser brasileiro nato ou naturalizado; estar quite com as obrigações militares (no caso de candidato do sexo masculino); estar quite com as obrigações eleitorais; possuir, na data da posse, a idade mínima de 18 anos completos; possuir nível de escolaridade compatível com a área de conhecimento/ componente curricular/ disciplina; estar em pleno gozo dos direitos civis e políticos; possuir plena aptidão física e mental para exercício do cargo e função, mediante inspeção médica realizada por junta médica oficial; ter domicílio eleitoral no Estado de Mato Grosso do Sul; não exercer cargo ou função pública e não acumular proventos de aposentadoria na administração pública federal, estadual, ou municipal e em qualquer dos poderes; entre outros.

Validade 

O concurso SED - MS 2018 terá validade de dois anos, a contar da publicação da homologação, havendo possibilidade de ser prorrogado uma única vez, pelo mesmo período.

Edital e atualizações

Mais informações poderão ser obtidas por meio do edital e suas atualizações, as quais se encontram disponíveis na página da FUNRIO

O edital foi originalmente públicado no Diário Oficial do Estado do Mato Grosso do Sul em 04 de outubro de 2018, porém, foi republicado na edição do dia seguinte.

Dicas para as provas da SED MS - Educação Inclusiva

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva foi elaborada pelo Ministério da Educação e pela SECADI (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão). Nela é possível acompanhar as ações que têm sido realizadas de forma a se ter uma educação mais inclusiva.

Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo tem se buscado formas de que qualquer pessoa tenha o acesso à educação, independentemente de suas limitações e sem qualquer tipo de discriminação. As políticas e ações têm como objetivo a garantia de acesso aos alunos especiais em qualquer tipo de ensino, de forma que lhes sejam garantidos o atendimento educacional especializado, a continuidade de seus estudos em todos os níveis de ensino, ser atendidos por professores com formação no atendimento especial e acessibilidade nas instituições de ensino.

Veja quais foram os avanços realizados nestas políticas, de forma a superar toda a discriminação existente no âmbito do ensino.

Marcos históricos

A escolarização no Brasil sempre teve como característica a exclusão de um determinado grupo que não possuía os padrões necessários dentro da escola. Com o avanço das políticas de direitos humanos se percebeu como a escola diferenciava seus alunos em virtude de seus conhecimentos intelectuais e culturais. Essa diferenciação ocorria até mesmo em razão da aparência física e social dos alunos.

Com essa crença, ocorreu a criação de escolas especiais que incluíssem aqueles que estavam foram do padrão anteriormente definido.

Do ponto de vista histórico, entidades educacionais inclusivas foram criadas ainda na época do Império. Algumas das principais instituições criadas ao longo dos anos foram:

  • Imperial Instituto dos Meninos Cegos, criado em 1854. Hoje é o Instituto Benjamin Constant (IBC);
  • Instituto de Surdos Mudos, criado em 1857. Hoje é o INES;
  • Instituto Pestalozzi, criado em 1926;
  • Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A primeira APAE foi criada em 1954. Atualmente são 2.159 instituições afiliadas à Federação Nacional das Apaes (FENAPAES).

No ano de 1961 é criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e ela destaca quais era os direitos das pessoas denominadas na época como “excepcionais” dentro das escolas. Em 1971 essa Lei é alterada visando definir um tratamento especial para estes estudantes. Aqui não havia a inclusão, mas se encaminhava esses alunos para escolas especiais.

Em 1973 é criado pelo MEC o Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) que realizou algumas ações para melhorar a qualidade de ensino das pessoas especiais.

As políticas ainda não eram inclusivas, até que em 1988 a Constituição Federal define que um de seus objetivos é promover o bem de todos, sem qualquer tipo de discriminação. Inclusive, a CF 88 salientou que a educação é um direito de todos e que deve haver igualdade na condição de acesso à escola.

Outro documento importante para as políticas inclusivas foi o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), publicado em 1990, que obriga os pais a manterem seus filhos matriculados na rede regular de ensino.

Em 1994 é lançada a Política Nacional de Educação Especial, que ainda não reformulava as políticas para que todos tivessem acesso, mas definia que aquelas pessoas especiais que tivessem condições de acompanhar o currículo do ensino comum, em um mesmo ritmo que os demais alunos, já poderiam frequentar as mesmas aulas.

Em 2001, uma resolução do MEC define que todos os alunos devem se matricular no ensino e que cabe às escolas se organizarem para prestar o atendimento aos alunos especiais.

Em 2002 a Língua Brasileira de Sinais – Libras é reconhecida como o meio legal de comunicação, de forma que faça parte do currículo na formação de professores. Neste mesmo ano é aprovado o uso do sistema Braille. Em 2004 o Ministério das Cidades cria o Programa Brasil Acessível, com várias ações inclusivas.

O atendimento a estudantes especiais superdotados ganha força em 2005 quando são implantados os diversos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades. O Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, lançado em 2007, coloca na formação de professores disciplinas voltadas para a educação especial e estabelece que as escolas tenham salas com recursos multifuncionais e acessibilidade universal.

Os autistas são beneficiados com ações exclusivas quando em 2012 é lançada a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do espectro Autista.

Diagnóstico da Educação Especial

O diagnóstico sobre o atual panorama da Educação Especial no Brasil é possível através da realização do Censo Escolar realizado pelo MEC. Com relação a esses números, de 1998 a 2013 houve um aumento de 150% no número de matrículas dos alunos de educação especial.

Durante este mesmo período, o ingresso de alunos especiais em classes regulares aumentou 1.377%. A maioria desses alunos (73%) se encontra matriculada no ensino fundamental.

Considerações finais

Por muito tempo, o entendimento foi de que a educação especial deveria ser realizada de forma separada do ensino comum. Acreditava-se que, assim, o atendimento às pessoas especiais seria realizado de forma mais eficiente. Contudo, com o passar dos anos, diversas políticas surgiram, todas voltadas à necessidade de incluir esses alunos no ensino regular.

Mas para fazer isso é preciso que a escola se organize para conquistar a sonhada inclusão, seja com instrutores capacitados, com intérpretes de libras ou até mesmo com monitores e cuidadores que auxiliem os alunos com necessidades especiais.

Saiba mais: Apostilas SED MS: Todos os cargos de Professor

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