Metáfora: o que é, como usar, tipos e exemplos

A metáfora é uma figura de linguagem com a qual fazemos comparações por semelhança, usando uma palavra com o significado de outra. Saiba mais.

Metáfora: montagem com ilustração de lápis. Abaixo, é possível ler: "metáfora"

Assim como acontece na fala, este recurso semântico contribui para uma melhora na expressividade da produção textual. - Foto: Concursos no Brasil

A principal característica da metáfora é a presença de uma analogia entre dois ou mais elementos da frase. Contudo, caso haja uma conjunção ou locução conjuntiva que compare eles, essa analogia passa a ser uma comparação e não uma metáfora, trataremos com mais detalhes dessa diferença mais adiante.

Portanto, a metáfora é uma figura de linguagem com a qual fazemos comparações por semelhança, usando uma palavra com o significado de outra. Quando isso acontece, temos uma comparação implícita, que mostra uma relação de semelhança entre dois termos.

A partir disso temos dois tipos de metáforas, as impuras, que são mais simples e diretas, e as puras, classificadas desse modo por serem mais complexas e indiretas. Vamos nos aprofundar neste ponto em outro tópico mais a diante.

Por fim, dado que a metáfora é um recurso de estilo associado ao significado das palavras, essa figura de linguagem é classificada como uma figura de palavra ou semântica. Sendo um recurso muito usado em diversos gêneros textuais, tais como: poemas, charge, tirinha, história em quadrinhos, propaganda etc.

O que é metáfora?

Para compreender o que é metáfora, é necessário entender a diferença entre dois conceitos: conotação e denotação. Conotação trata das expressões no sentido figurado, ou seja, dependendo do contexto os termos podem apresentar significados diferentes. Já a denotação diz respeito às palavras em seu sentido literal, que encontramos no dicionário.

Com isso em mente, entenda que a metáfora se trata de retirar um termo do seu contexto literal (denotativo) e mudar seu sentido para outro campo de significação (conotativo). Isso é feito por meio da comparação implícita, da similaridade que existe entre os contextos.

Veja este exemplo:

  • Acreditamos que esta seja a chave do problema.

Sabemos que quando falamos de “chave do problema” não tratamos de uma fechadura literal a ser aberta. Para solucionar o problema, o elemento que se acredita ter encontrado é tão essencial quanto uma chave para abrir uma porta.

Além disso, a metáfora possui algumas variações:

  • Personificação ou Prosopopeia: quando se atribui ações, qualidades ou sentimentos que são tipicamente humanos a seres inanimados. Observe este exemplo:
    "Recomendo uma roupa com uma cor mais alegre". Isoladamente, uma cor não expressa emoções como “alegria” ou “tristeza”, mas atribuímos esse sentido para as cores por nossa percepção delas.  
  • Hipérbole: ela ocorre quando exageramos, pura e simplesmente, um termo. Exemplo: "Quando ela faleceu ele chorou rios de lágrimas". Quando dizemos que uma pessoa “chorou rios de lágrimas”, usamos essa expressão somente para dramatizar e enfatizar a quantidade ou frequência com que a pessoa chorou, mas sabemos que concretamente fazer um “rio de lágrimas” não é algo que uma pessoa sozinha é capaz de fazer.
  • Símbolo: este tipo de metáfora ocorre quando nome de um ser ou coisa concreta passa a ter um valor convencional e abstrato. Exemplo: "A cruz pode enfrentar a espada". Precisaríamos de uma cruz bem grande no caso para sermos capazes de opor uma espada com certa garantia de vitória, mas não é disso que a sentença trata. O símbolo vinculado a representação da religião cristã e da guerra/conflito foram usadas para representar estes termos na frase, provavelmente com intenção poética;
  • Sinestesia: esta é a figura dos sentidos, neste caso as sensações vinculadas aos cinco sentidos (olfato, tato, paladar, visão e audição) são associadas a coisas ou seres que não tem relação direta com elas. Veja: "O doce sabor da liberdade". No sentido denotativo e concreto sabemos que a liberdade não tem sabor, por ser um conceito abstrato, mas a associação é feita por uma tentativa de aproximação desta noção não concerta;
  • Catacrese: antes de explicar este termo é importante ressaltar que a metáfora tem um caráter subjetivo e momentâneo, então caso a metáfora se cristalize, ela deixará de ser metáfora e passará a ser considerada uma catacrese, veja alguns exemplos: "Nariz do avião, pé de alface, perna da mesa, braço da cadeira, boca da noite, dente de alho, embarcar no trem".

Diferença entre metáfora e comparação

Pode acontecer da metáfora ser confundida com outra figura de linguagem, a comparação. Mas para perceber a diferença entre elas basta estar atento a um elemento, observe:

  • Josefa é uma flor.
  • Josefa é como uma flor.

Entre estas duas sentenças podemos ver claramente a diferença entre as duas figuras de linguagem, dado que a metáfora não possui o elemento de conexão que é característico da comparação.

Mas o que que são elemento de conexão? Eles podem ser uma conjunção ou locução conjuntiva comparativa, tais como: “como”, “tal como”, “assim como”, “bem como”, “qual”, “tal qual”, “que”, “do que”, “tanto quanto” etc.

Então, basicamente, a diferença entre a metáfora e a comparação, é que a primeira faz uma comparação implícita (indireta) e conotativa (figurado), enquanto na segunda há comparação explícita (direta) e denotativa (literal).

Dito de outra forma, a metáfora é um tipo de comparação na qual não pode haver comparação entre os elementos comparados e uso conectivos, eles estão subtendidos na sentença. Veja os exemplos a seguir:

  • Há pessoas que são como vinho, pois melhoram com o passar dos anos (ao usar a conjunção “como” deixamos claro que fazemos uma comparação entre “pessoas” e “vinho”).
  • Esse repórter é um abutre, sente o cheiro da morte (há uma comparação implícita entre “repórter” e “urubu”, mas sem a necessidade de usar conectivos de comparação.)

Como usar metáfora?

De tão presente e enraizada que é em nossa fala, é provável que usamos a metáfora várias vezes ao longo do dia. Mas por ser tão natural, não percebemos que o que acabamos de dizer se trata de uma metáfora.

Assim como acontece na fala, este recurso semântico contribui para uma melhora na expressividade da produção textual, seja ela uma música, uma narrativa ou até mesmo um texto argumentativo, a metáfora pode ser usada em diversos meios.

O que determina a necessidade ou o momento adequado para uso da metáfora é: quando aproximar dois termos que não tem ligação em sentido literal por meio de uma comparação implícita. A metáfora deixa a produção textual mais fluida, fácil de ser entendida e rica.

O uso excessivo dessa figura de linguagem pode fazer o texto se tornar incompreensível ou de leitura difícil, portanto, recomenda-se muita prática para saber aplica-la na medida certa. Mais adiante mostraremos alguns exemplos de aplicação em diversos gêneros textuais.

Tipos de metáfora

Antes de observarmos a aplicação da metáfora nos gêneros textuais, é importante entender do que se trata uma metáfora pura ou impura. O ponto principal que se precisa ter em mente é que uma terá e a outra não, na sentença, de todos os termos de comparação.

Metáfora pura

Quando falamos de metáfora pura, o que ocorre é que um dos elementos de comparação não está explicitado, ou seja, não é uma comparação objetiva, é indireta. Ela demanda do leitor ou interlocutor mais conhecimento de mundo para que possa ser identificada. Veja os exemplos:

Soneto XVII - Mario Quintana

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de vela, amarelada.
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!

Esse poema de Quintana fala sobre as pessoas que foram perdidas ao longo de sua vida. Então, o sujeito dos verbos “assassinaram” e “mataram” é a morte, de forma generalizada. E em outras passagens, o soneto marca os efeitos emocionais dessas perdas, com termos como “coisa minha”, “desnudo” e “adunca”.

Outra metáfora que só pode ser identificada, ou pelo menos considerada, nesse poema é a expressão “toco de vela” e “luz sagrada”. Ela pode ser considerada uma referência a poesia em si, que permaneceu com ele em todos esses momentos de dor e sobreviveu a todas as perdas.

Desse modo, todas as metáforas que foram grifadas nesse poema podem ser consideradas puras, dado que o que há é uma comparação indireta entre estes termos e seu significado conotativo.

Metáfora impura

Agora, para entender o que é uma metáfora impura, basta considerar sua definição o oposto do que é uma metáfora pura. Portanto, as analogias feitas nesse caso são simples e diretas. A comparação é explícita e fácil de ser identificada por qualquer leitor ou interlocutor.

Para fins de exemplificação, usaremos trechos da música “Amor e sexo”, de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor, do álbum Balacobaco (2003). Repare que as metáforas da música são uma tentativa de definir o que é o amor e o que é o sexo, assim como, a diferença entre eles:

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa-nova
Sexo é carnaval
[...]

É bem fácil perceber que o sentimento amor é comparado a: livro, sorte, pensamento, teorema, novela, prosa, latifúndio e bossa-nova; enquanto o ato sexual é comparado a: esporte, escolha, cinema, imaginação, fantasia, poesia, uma selva de epiléticos, invasão e carnaval.

E por serem termos consideravelmente parte comum da bagagem cultural nacional e bem conhecidos convencionalmente, são metáforas de fácil fazer as associações e compreender a intenção poética das analogias.

Exemplos de metáfora

Como vimos no poema e na música dos tópicos anteriores, a metáfora funciona por meio de associações que somos capazes de perceber e conferir sobre terminadas termos, transformando-os e ampliando sua possibilidade de uso no discurso, a seguir veja mais exemplos dessa figura de linguagem.

  • O Senhor Almeida tem um coração de pedra (entendemos que a pessoa é inflexível);
  • Josh é um gato (subentende-se ele possuía beleza);
  • O cara é uma muralha (consideramos que a pessoa seja muito forte);
  • Que calor! Esta casa está um forno! (podemos entender que esteja tão quente quanto o objeto quando ligado);
  • Duda é um anjo (subentendemos que esta pessoa tenha a bondade dos anjos);
  • Dona Filomena é um doce (entendemos que esta pessoa seja gentil e amável);
  • Esta é a apenas a ponta do iceberg (sabemos que a pessoa fala da parte mais superficial da questão);
  • Jordana é fera em química (subentendemos que a pessoa seja excelente nesta matéria);
  • Seus olhos são duas jabuticabas (significa que a pessoa ter olhos da mesma cor que o fruto);
  • Márcio tem um coração de ouro! (subtendemos que a pessoa seja bondosa e sem malícia);
  • Aquele olhar perfurou minha alma (significa que a pessoa se sentiu profundamente analisada);
  • Gastei rios de dinheiro naquele investimento atoa (subtende-se que a quantia de dinheiro seja muito alta);
  • O chefe é um cavalo! (significa que a pessoa é bruta e mal-educada);
  • Sinto o peso do mundo nas costas (inferimos que a pessoa está lidando com problemas difíceis);
  • Deixe sua imaginação voar! (consideramos que a sugestão seja de que tenhamos ousadia na imaginação);
  • Palmirinha é uma flor (significa que a pessoa é delicada);
  • Aquelas palavras foram um balde de água fria (geralmente é usado para expressar que esperanças foram desfeitas);
  • A equipe precisa de sangue novo (significa que há necessidade de agregar novas pessoas ao grupo);
  • Me perdi na imensidão dos seus olhos (entende-se que a pessoa tenha um olhar intenso);
  • Fabíola tem uma pele de pêssego (significa que a pessoa possui uma pele de textura macia).

Metáfora em músicas

As metáforas possuem um grande valor em construções poéticas, como em músicas, devido a capacidade que as analogias tem de gerar um efeito muito bonito nas associações e comparações implícitas que elas fazem. Observe:

Exemplo 1:
"Você é luz, é raio, estrela e luar.
Manhã de sol, meu iá iá, meu iô iô.
[...]"

Esse é um trecho da música "Fogo e Paixão", do cantor Wando, podemos observar as metáforas utilizadas pelo compositor para se referir a pessoa amada e demonstrar usa importância por meio de analogias feitas com fenômenos e elementos da natureza.

Exemplo 2:
“Mina, seus cabelo é da hora
Seu corpão violão
Meu docinho de coco
Tá me deixando louco
[...]”

Esse é um trecho canção “Pelados em Santos” dos Mamonas Assassinas, a fim de elogiar a pessoa amada são feitas analogias, como por exemplo “da hora” podemos subtender como “a moda do momento” e “violão” quer dizer um corpo “cheio de curvas harmônicas”.

Exemplo 3:
“[...]
A tua piscina 'tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
[...]”
Nesta estrofe de “O tempo não para” de Cazuza, o autor optou pelo uso do termo “ratos” para se referir a pessoas desonestas e que roubam.

Exemplo 4
“[...]
Beba! (Beba!)
Pois a água viva ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!
[...]”

Essa é uma palinha da música “Tente outra vez” do cantor Raul Seixas, o uso do termo “água viva” nesta canção é uma analogia a Jesus Cristo, de acordo com a referência do livro de João, capítulo 4 versículo 10-14, no qual Cristo explica que ele é a “água viva” para a vida eterna.

Exemplo 5:
“[...]
Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!
[...]”

“Erva Venenosa” é uma música de Rita Lee, e podemos aferir que os termos grifados neste trecho da música fazem referência a uma pessoa de vontade perversa, maldosa e que tem poder para prejudicar alguém.

Metáfora na literatura

O lugar mais frutífero para encontrar metáforas é, sobretudo, na literatura, seja poesia ou prosa. As analogias tornam os textos mais ricos e dinâmicos, ajudando também a criar mensagens nas entrelinhas do que está escrito. Veja:

Exemplo 1:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer. [...]”

Nesse soneto de Luís Vaz de Camões temos o uso de metáforas impuras, dado que ao comparar o amor ao fogo, ferida, contentamento, dor etc. que são analogias simples. Contudo, o entendimento do leitor pode variar de acordo com a forma como ela percebe esses elementos.

Exemplo 2:
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.
Para que terras vai e donde vem?
Não sei... Na noite em que o meu ser o tem
Emerge dele um ruído subitâneo
[...]”

Nessa estrofe do poema “Meu Pensamento” de Fernando Pessoa foi estabelecido uma relação de semelhança entre seu pensamento e um rio subterrâneo, podemos aferir que isso possa representar a profundidade ou a fluidez do raciocínio do autor.

Exemplo 3:
“Mas a girafa era uma virgem de tranças recém-cortadas. Com a tola inocência do que é grande e leve e sem culpa. [...]”

Nesse trecho de “O Búfalo” de Clarice Lispector vemos ser atribuído ao animal, valores e características que estão geralmente relacionadas ao ser humano, a mulher. Então, a forma, como a própria sequência propõe “inocência” e “leve e sem culpa”, são relacionadas a virgindade e o sentimento de recém-cortar o cabelo.

Exemplo 4:
“Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim
[...]”

A partir do termo “labirinto”, neste poema de Mário de Sá Carneiro (Dispersão), podemos inferir que o eu lírico se compara a um labirinto pelo sentimento que ele sente de estar perdido e não se entender completamente.

Exemplo 5:
“[…]
Mas, oh, não se esqueçam da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
[…]”

Esse é um trecho do poema “Rosa de Hiroshima” de Vinícius de Morais. A escolha do uso do termo “rosa” para se referir a bomba tem a ver com a relação de semelhança visual que foi feita na época entre as fotos do momento da explosão com o formato de uma rosa.

Mas além disso, também podemos aferir que a relação também se estabelece pela capacidade da rosa, assim como uma bomba, e abrir-se, desabrochar-se (explodir) e exalar (espalhar) sua essência.

Metáfora no cotidiano

Como mencionamos ao longo do artigo, a metáfora é uma figura de linguagem muito recorrente no nosso dia a dia. Veja no quadro a seguir alguns exemplos mais comuns e seus significados:

Vídeos sobre metáfora

Figuras de linguagem: O que é metáfora – Prof. Alda

Vimos no início do artigo qual a definição de metáfora, lembrando que o ponto principal é que, a metáfora trata de utilizar termos fora do seu sentido literal (denotativo). Vamos aproveitar este vídeo da Professora Alda para revisar este conceito? Ela também tem algumas atividades para você praticar.

Metáfora/como falar de assuntos complexos de maneira eficiente?

Este vídeo do André Arcas mostra com mais detalhes como a metáfora é um recurso linguístico muito importante e útil no nosso dia a dia, que nos ajuda a simplificar e explicar situações e contextos no nosso cotidiano. Vale a pena conferir este vídeo para perceber como o entendimento desta figura de linguagem.

Diferença entre comparação e metáfora

Já abordamos no artigo a diferença que existe entre a metáfora e a comparação. Mas dado que, na hora de escrever ou analisar um texto, na pressa, podemos trocar um pelo outro vale a pena ver este conteúdo mais a fundo e revisá-lo com frequência. Confira este vídeo com o Professor Tiago Buranello, pode te ajudar bastante.

Metáfora e Metonímia: Figuras de linguagem (Aprenda de uma vez por todas!

Além de explicar a diferença entre metáfora e metonímia com exemplos , o Professor Ferrari também apresenta dicas sobre como este conteúdo pode ser encontrado em provas. Dê um play para conferir!

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