Apostilas de estudo: ótimas aliadas, quando bem dosadas.

As apostilas são apenas mais um dos recursos de que dispomos para complementar os conhecimentos compartimentalizados da modernidade. Como elas são apenas um desses recursos, o ideal é que as utilizemos com equilíbrio.

"Conjunto impresso de aulas, capítulos ou temas para uso de alunos". "Resumo de aulas ou preleções, distribuído em cópias aos alunos ou ouvintes". Estas são as definições mais conhecidas da palavra "apostila", ambas suficientemente eficazes para compreendermos a verdadeira dimensão desses materiais: são um recurso acessório e bem vindo em qualquer "nível educacional", seja no ensino fundamental, seja nos programas de pós-graduação, seja na graduação, seja nos preparatórios para concursos públicos, etc.

Assim, não resta dúvida de que as apostilas são uma verdadeira "mão na roda" para os estudos. Alguns acham que elas sejam um material superficial, mas a maioria concorda mesmo que elas são um recurso didático adicional, tão válido quanto os demais à nossa volta (vídeos, áudios, simulados, artigos, revisões). Outro ponto em que todos também parecem concordar é que melhor caminho é saber equilibrar a preparação, não apenas por meio dos livros e das apostilas, mas por meio de qualquer outro recurso didático.  

Assim, não adianta taxar uma apostila como um material de apoio simplório, se sabemos que muita gente já conseguiu atingir boas posições fazendo uso delas. Da mesma forma, não adianta acreditar que apenas assistir as mais diversas vídeo-aulas hoje disponíveis gratuitamente vai garantir a sua aprovação, quando a gente sabe que uma aprovação nasce paulatinamente, como resultado de toda uma série de esforços que vamos empreendendo e esquematizando ao longo da nossa trajetória.

 Por outro lado, e sendo realista, para quem não tem muito tempo ou dinheiro para investir em outras literaturas de referência, esses materiais são essências. Claro que o ideal - ainda mais em se tratando de grandes concursos - seria mergulhar em obras que tratem especificamente de cada assunto, mas o problema é justamente a falta de tempo que muita gente enfrenta durante o seu processo de preparação. Quanto tempo eu tenho? Posso me dar ao luxo de me debruçar sobre um compêndio de 500 páginas sobre Direito Administrativo ou melhor seria se focalizasse uma parte desse todo, tal como está sendo abordado nas apostilas que tenho em mãos?  Eis aí algumas das questões!

A concurseira Roberta Mendonça, moradora de uma cidade do interior da Bahia, também considera as apostilas superficiais quanto à estruturação do conteúdo, mas salienta que apenas as vê como complemento das aulas dos cursinhos preparatórios, explicando que não conta com muito tempo para mergulhar em grandes obras.

"Trabalho em uma loja de roupas, são oito horas de jornada de segunda a sexta, logo, não teria como mesmo me aprofundar em cada assunto. Sei que estudar com materiais completos seria bem melhor, mas preciso adequar meus estudos dentro do tempo que tenho", explicou.

Já o administrador Felipe Crespo, 27 anos, afirma que tudo é uma questão de administrar o tempo, afirmando que é possível sim estudar tanto por apostilas quanto por livros, desde quando se tenha o tempo determinado para cada coisa. "Leio as apostilas na correria do dia-a-dia e deixo os livros sobre direito e outros assuntos para os finais de semana", explica o concurseiro que há três anos batalha por uma vaga no INSS.

O advogado e professor de curso preparatório, Thiago Marques, afirmou que a forma como Felipe se programa para estudar é a melhor, pois, nem abre mão da praticidade das apostilas e nem da completude dos livros. "Como está muito concorrida a disputa por uma vaga no funcionalismo público, é bom ser o mais aprofundado possível em conhecimento, algo que pode ser obtido tanto com apostilas quanto com leitura de obras".      

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