Polícia Civil da Bahia - edital está próximo

Concurso será para contratação de 600 policiais civis, devendo o edital sair em novembro de 2012. Organizadora será o Cespe/UnB.

Opiniões se dividem desde que o secretário de segurança pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, anunciou a abertura de novos concursos para a Polícia Civil. A expectativa é de que sejam oferecidas 600 vagas, devendo o edital ser publicado até o mês de novembro, sob os cuidados do Cespe/UnB. De um lado, a euforia dos concurseiros que já vêm se preparando para passar na seleção, de outro, pessoas que foram aprovadas no último concurso e ainda não foram convocadas.

Nessa última situação está a professora Angélica Bastos, que foi aprovada para o cargo de escrivã no concurso de 1997, mas até o momento aguarda a nomeação. "Quando foi anunciado que haveria este concurso [em 2012] fiquei em conflito, pois, como irão contratar mais se ainda não chamaram os aprovados do evento anterior? Achei esta decisão um grande devaneio", opinou.

Aprovados serão convocados

A boa notícia para os aprovados que estão na mesma situação de Angélica é que não há o que temer quanto ao anúncio dos novos editais. É o que afirma o diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Joseval Costa dos Santos. O próprio governo do estado deu todas as garantias de que os 280 aprovados que restam ser convocados terão as suas nomeações garantidas. "Há um déficit de três mil investigadores, dois mil escrivães e mais de dois mil policiais. Como seríamos contra a um novo concurso", disse.

Exigência de nível superior e luta por melhores salários

Investigador da polícia civil desde 2000, Joseval Costa revelou que foi uma batalha do próprio sindicato a realização de concursos para a corporação, assim como a exigência de nível superior para os candidatos, concordando que esta foi a melhor maneira de argumentar melhores salários para a categoria. "Tínhamos que mostrar avanços para argumentar o salário que merecemos ganhar", salientou.    

Apesar de todos os já conhecidos e noticiados problemas que acometem a estrutura da Polícia Civil na Bahia, como o da falta de agentes, escrivães, detetives e delegados, além da escassez em equipamentos vitais, como viaturas, coletes e armamentos, a verdade é que ingressar na corporação tem sido a meta de muitos concurseiros.

Preparação dos candidatos

Na torcida para que seja publicado o edital do concurso da polícia civil na Bahia, o estudante Diego Muller de Oliveira afirma que já começou a estudar o conteúdo com base nas provas aplicadas no concurso anterior. Quando conversou conosco Diego salienta ainda não tinha conhecimento sobre qual seria a organizadora escolhida, mas disse que já tinha noção dos assuntos que poderão ser cobrados. "Estou com um bom material de estudo em mãos. Agora é pensar positivo, estudar e manter a perseverança".

Sobre a exigência de candidatos com nível superior, o estudante fala que uma decisão como esta visa ao menos qualificar mais o futuro efetivo da polícia civil. "Precisa-se de uma polícia mais preparada, em todos os sentidos, até mesmo no acadêmico".  

Atuando na polícia civil da Bahia desde 2001, o agente Rogério Cerqueira afirma que nenhuma dificuldade enfrentada no funcionalismo público supera a satisfação em servir uma comunidade, principalmente no caso de trabalhar com segurança pública. "Estudei muito para este concurso e hoje vi que foi uma ótima decisão. Ser policial civil exige gostar de verdade do que faz e se importar com as pessoas".

O policial concorda que, independente de tantas visões divergentes, está mesmo na hora de sair um novo edital para a contratação de novos policiais, pois um efetivo de seis mil agentes - distribuídos nas mais diversas funções - para reduzir os crimes no terceiro estado mais violento do Brasil - é muito pouco. No entanto, acredita que ajustes precisam ser feitos na própria estrutura da corporação, para abranger os 800 policiais que o estado pretende contratar.

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