Estude muito, mas respeite seus limites

A chave para uma rotina saudável de preparação é encontrar o equilíbrio entre a jornada diária de estudos e a reserva de momentos preciosos para relaxamento e lazer.

Uma coisa é perder em um concurso público por ter lidado com uma concorrência altamente capacitada, mesmo tendo feito boa pontuação em todas as provas. Outra, bem diferente, é não obter bom resultado tendo a consciência de que cometeu falhas para isso. Concurseiro que deseja ser bem sucedido no empreendimento de ingressar no funcionalismo público tem de fato que estudar, e muito, mas também deve respeitar seus limites físicos e psicológicos.

Que o diga o policial rodoviário federal Arlindo Mascarenhas, que estudava entre dez e doze horas por dia e nunca conseguiu ter êxito durante os quatro anos dedicados aos concursos propostos para a PRF. Ele achava que com a quantidade de tempo dedicada à leitura de livros e apostilas estava plantando o que precisava para colher uma aprovação.

Mas o que o policial ganhou foi uma crise de estresse tão absurda que o levou a ter problemas nervosos, insônia, insegurança e até mesmo esgotamento físico. "No dia da prova estava tão debilitado mental e fisicamente, que não teve concentração alguma para responder às questões", salientou.

Foi quando entendeu que precisava reduzir a carga horária de estudos. Estabeleceu uma jornada de seis horas por dia para estudos, respeitando os horários das refeições e do lazer. Dessa forma, Arlindo conseguiu ser o vigésimo colocado concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de 2003, algo que considerou de fato uma excelente classificação, pois foi convocado imediatamente. A sua trajetória de vida foi transformada de lá para cá. Hoje tem duas casas próprias, o seu carro e goza de todos os benefícios que a estabilidade financeira pode proporcionar.

O policial rodoviário, do alto dos seus oito anos de carreira, diz que nas horas dedicadas aos estudos conseguiu focar-se integralmente nos conteúdos de seus livros e apostilas, mas os momentos reservados para a descontração foram respeitados. É esta maturidade e capacidade de organização do tempo que aconselha a psicóloga Andréa Araujo a todos os concurseiros. A regra para ser aprovado é dominar o conteúdo e não ser um obsessivo, explica Andréa

De posse desta verdade, a estudante Manoela Dias disse que passou a encarar os estudos para concursos, em turnos de 8 horas diárias, mais como um prazer do que como uma obrigação. A sua "técnica", nos conta, é se ver no cargo dos sonhos de um órgão público e até mesmo quando vai pegar um cinema ou bater um papo com os amigos, se imagina o quanto a sua qualidade de vida pode ficar melhor se a vida profissional estiver bem.

Assim como tudo na vida, equilíbrio também deve estar presente na rotina de estudos de um concurseiro. É preciso aprender a dosar as horas de estudo com o tempo que se deve ter para si mesmo e ao próprio bem-estar. Sem esta necessária pausa o corpo sofre, a mente perde a capacidade de assimilar os conteúdos satisfatoriamente e todo o trabalho para uma aprovação pode estar fadado ao fracasso - justamente na hora H. 

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