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Os concursos e a mudança de mentalidade

Investir alto para passar em concursos pode ser recompensador, mas não é tudo.

Publicado em 16/02/2012 - 22h24 • Comunicar erro

Muita gente já inicia o ano com perspectivas bem definidas de prestar concursos públicos, em especial, aqueles que estão sendo bastante esperados. Para este fim, investem boa parte do que ganham (ou são financiados pelos pais), participando de cursinhos, comprando livros, apostilas, pagando taxas (não podemos esquecer delas!) e outros materiais de apoio à disposição nesse mercado.

Por outro lado, há outras tantas pessoas que passam boa parte do ano sem demonstrar foco algum, como se estivessem à espera de notícias que trouxessem de uma vez por todas aquele ânimo que faltava para participar de um certame. Essas últimas, por princípio, estarão sempre em desvantagem ante as primeiras mencionadas e a única atitude a ser tomada é esta: mudança de mentalidade. Um bom começo para levarmos a sério essa espécie de metanóia (e nem precisamos aqui utilizar tanto o sentido religioso do termo) é considerar os dois aspectos seguintes:

1.    Disciplina

Sem disciplina, dificilmente você chegará a algum lugar. Isto não vale apenas para passar em concursos, mas para toda a sua vida, em todos os aspectos que possamos imaginar e que envolvam especialmente alguma mudança de situação: desde comprar aquele bem tão sonhado, a aprovação no vestibular, a preparação para um simples teste de emprego ou mesmo o cuidado familiar, as suas responsabilidades como ser humano/social e até a sua vida emocional. Portanto, para a concretização da sua futura metanóia, não se esqueça de que a disciplina é um dos primeiros aspectos a serem mudados. Concurseiro, buscai antes a disciplina, porque que esta não depende de dinheiro, depende de você! As demais coisas serão acrescentadas.


2.    Investimento e tempo não são vãos.

Imagine um concurseiro muito interessado em passar no próximo concurso do Banco do Brasil. Soube há pouco mais de dois meses e, tão logo foi publicado o edital, gastou bastante na compra dos primeiros materiais (apostila de uma banca ou site e inscrição em cursinho).
Claro que, dependendo do seu mérito pessoal, esse concurseiro poderá levar vantagem e ser aprovado. Ou não. Caso não venha a ser bem sucedido, é importante que ele não sinta que tudo o que investiu - nesse pouco tempo, entre a notícia do lançamento e a realização da prova – que foi tudo debalde. Investir em adquirir conhecimento para concursos públicos não é jogar dinheiro fora, nem serve apenas para determinado órgão de qualquer esfera pública. Saber acumulado não serve apenas para cumprir as exigências de um processo seletivo qualquer.

Apostilas com conteúdos específicos para todos os concursos públicos:

Certamente, casos como o suposto acima devem ser tomados como ganho de experiência e aprendizagem, já que é preciso deixar claro que o correto é não incorrermos em erros desse tipo ao longo da vida - e muito menos se pretendermos passar em um concurso público nos próximos meses ou até daqui a um ou dois anos! O fato é não há nada de errado em se gastar dinheiro, tempo e esforços estudando para concursos. Se há cinco ou dez anos atrás era supostamente possível passar numa seleção apenas com boa vontade, pouco tempo de preparação e pouco dinheiro, hoje a realidade é bem diferente.

Por outro lado, é possível afirmar que tanto se pode passar em um concurso gastando de R$ 15 a R$ 20 mil - como muitos já gastaram e parece se a referência atual - quanto gastando R$ 1, R$ 2 ou R$ 3 mil, dependendo da particularidade de cada certame. O que não pode ser possível é você gastar valores dessa ou qualquer outra magnitude sem se dar conta de que muito dinheiro sem mudança de mentalidade não te levarão ao sucesso.

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